Estamira 02 Anos Após o Filme



Estamira, o preço da fama


Sentada no sofá de sua casa, Estamira Gomes de Sousa nem parece a mesma protagonista do documentário que recebeu o seu primeiro nome. Com voz mansa e olhar esmorecido, a ex-catadora de lixo do aterro sanitário Jardim Gramacho passa os dias transitando da cama para o sofá, do sofá para a cama. Só sai para ir ao médico. Prestes a completar 67 anos no dia 7 de abril, carrega em seu corpo exausto as dores de mais de 20 anos de árdua labuta no lixão. Foi lá, no maior aterro da América Latina, que Estamira saiu do anonimato para se tornar a feiticeira, a louca, a dama do Apocalipse. A filósofa. "Eu nem sei o que é filósofa", responde ao ser informada do título que recebeu de alguns críticos.


Por Milene Pacheco, para a revista Carta Capital



Em meio aos urubus e ao cheiro putrefato do ar, Estamira buscava sua sobrevivência nas montanhas de lixo quando o cineasta e fotógrafo Marcos Prado a encontrou. "Tarda, mas não falha. Estava esperando por isso há muito tempo", respondeu ao rapaz que pedia permissão para fazer uma foto dela. Não demorou muito para que o fotógrafo ficasse hipnotizado pelos seus discursos metafísicos sobre o mundo. "A minha missão, além d'eu ser Estamira, é revelar a verdade, somente a verdade. Seja capturar a mentira e tacar na cara", disse a Marcos, a quem incumbiu a tarefa de revelar sua missão.


Nas telas, Estamira não fala. Profere. Grita. Resmunga. Suas idéias bambaleiam entre a lucidez e a loucura. Os surtos de raiva registrados no filme revelam os distúrbios mentais provocados pela esquizofrenia. "É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela", diria Friedrich Nietzsche. No filme, que ganhou 33 prêmios no Brasil e no mundo, Estamira cria uma linguagem própria e teoriza sobre Deus, educação, meio ambiente e comunismo, sem hesitar. Suas análises são resultado da mistura entre as vozes que diz escutar do Além com registros de sua memória. Alfabetizada pelo Mobral, a ex-catadora de lixo conta que nunca teve o costume de ler. Onde aprendeu tudo aquilo? "Com a experiência da vida, vendo como a banda toca."


Da pequena sala com as paredes pintadas de um amarelo vivo, ouve-se uma canção evangélica com ritmo pop que vem do barraco ao lado, onde mora seu filho, Hernane José Antônio, com a esposa e os três filhos. Alguns anos atrás, Estamira não permitiria música religiosa em sua casa. No documentário, briga com o filho e com o neto, a quem apelidou carinhosamente de Réu, quando eles ousam falar sobre religião. "Que Deus é esse? Que Jesus é esse que só fala em guerra e não sei o quê? Só pra otário, pra esperto ao contrário, abobado, abestalhado. Quem anda com Deus dia e noite, noite e dia na boca, ainda mais com os deboches, largou de morrer? Quem fez o que ele mandou, o que a quadrilha dele manda, largou de morrer? Largou de passar fome? Largou de miséria?", questiona Estamira, com um tom profano capaz de arrepiar muitos fiéis, em uma das cenas do documentário.


Estamira já não se altera ao tocar no assunto. Até sorri quando fala sobre o famoso "Trocadilo", termo criado por ela. "Deus é um qualquer, um cientista do Egito, e não o poder superior real natural. Essa troca do homem pelo poder é o 'Trocadilho' (pronuncia, desta vez, o termo com lh). Eu não respeito essa idéia de Deus. Respeito a Nossa Senhora, que pra mim é a mãe natureza." Essa calma, condição rara de ser encontrada na Estamira do documentário, vem das caixas e caixas de remédios que ela toma para os mais diversos tipos de doenças, que vão da diabetes às fortes dores na cabeça.


As discussões mais amplas, presentes na euforia dos discursos no filme, param por aí. Estamira está cansada. Nas últimas semanas, os "grilos" que tomam conta de sua cabeça dividem espaço com um único assunto: a posse de seu terreno. Em fevereiro, foi intimada por um dos vizinhos a deixar sua casa num prazo de três meses. Há 15 anos, Estamira vive num pequeno terreno no bairro de Prados Verdes, em Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro. "Foi ele quem me arranjou o terreno, mas isso é posse da prefeitura." Hernane já entrou com um pedido de usucapião e garante que, em breve, tudo estará resolvido. Porém, nada, nem ninguém, tira o problema de sua cabeça.


"Ele tá com olho gordo, achando que o Marcos tem dinheiro." Desde que ela parou de freqüentar o lixão, em 2004, por problemas de saúde, o cineasta, produtor do filme Tropa de Elite, dá a Estamira uma mesada de, mais ou menos, 500 reais por mês. "Ele é uma mãe pra mim. Pagou todo o material usado na construção desta casinha." No pequeno lar, os objetos estão todos em seu devido lugar. As roupas que achou no lixão estão separadas em pilhas no armário improvisado. As panelas velhas e enferrujadas também estão dispostas na mais perfeita ordem.


Estamira não está só. Levou seu companheiro de Gramacho, João Carlos Vicente, para lhe fazer companhia. O senhor tímido de sorriso doce também está no filme, cantarolando um trecho da música As Curvas da Estrada de Santos com Estamira, a quem é grato "por tudo". "Lá no Gramacho, todo mundo me reconhece, dizem que eu estou importante", conta João.


Além de ser reconhecida no bairro onde mora, dois anos depois da estréia do filme, Estamira ainda atrai a vizinhança. "Tá todo mundo achando que eu tô rica. O povo vem me pedir dinheiro. Não tenho dinheiro nem pra comprar pão." Em tom mais baixo de voz, Estamira cochicha, apontando para fora da casa: "Eles tudo, é eu que trato deles". Além da mesada de Marcos, Estamira, João e a família de Hernane vivem com o dinheiro do INSS, que ela recebe e com o Bolsa Família.


Apesar de agora pintar as unhas de vermelho, a aparência continua a mesma da época do filme. Estamira diz ter alcançado a sua missão. "Consegui falar a verdade. Deu certo, porque todo mundo gostou." A dupla de ex-catadores de lixo se recorda do Jardim Gramacho com carinho. "Sinto muita falta de lá, vontade de ir, mas não agüento. Sinto saudade daquela muvuca, do pessoal", conta Estamira, como se realmente falasse de um jardim verdejante, como sugere o nome do lixão. No lugar da trilha sonora sinistra do filme, apenas o cacarejo do galo que cisca os restos no chão batido do quintal. Estamira, desta vez em cores, acomoda-se no sofá e despede-se com serenidade.


Fonte, revista Carta Capital: www.cartacapital.com

TV Clobo é Condenada Por Plágio e Manipulação


Justiça impõe duas derrotas à Globo por plágio e manipulação


A escritora Eliane Ganem venceu ação movida contra a Rede Globo e o autor de novelas Lauro César Muniz, por plágio da minissérie Aquarela do Brasil, que foi ao ar em 2000. A derrota é a segunda da Globo numa mesma semana. Por outro processo, a emissora foi condenada a exibir, na íntegra, uma entrevista da empregada doméstica Nely Passos, concedida em 2006 e transmitida apenas parcialmente, de forma polêmica, na novela Páginas da Vida.


Este segundo caso teve uma repercussão estrondosa. De autoria de Manoel Carlos, Páginas da Vida inovou ao exibir depoimentos de experiências de vida reais ao final de cada capítulo. Nenhum causou mais polêmica que o depoimento de Nely, de 69 anos. Ela foi procurada por um funcionário da emissora para gravar um relato sobre sua vida. Se o depoimento fosse ao ar, a empregada doméstica receberia R$ 300.

No trecho exibido em rede nacional, Nely contava que teve seu primeiro orgasmo aos 45 anos, enquanto se masturbava ouvindo música de Roberto Carlos. Segundo a versão on-line da revista Consultor Jurídico, Nely foi à Justiça contra a Globo alegando que a entrevista foi editada - e o trecho exibido teria causado constrangimento entre parentes (ela teve 17 filhos) e amigos. A doméstica sustentou também que perdeu o emprego de oito anos após o episódio.

Agora, por decisão da juíza Adriana Costa dos Santos, da 19.ª Vara Cível do Rio de Janeiro, a Globo terá de levar ao ar, na íntegra, os 90 minutos do depoimento. Os pedidos de Nely foram julgados procedentes pela juíza, que "obrigou a emissora a exibir a fita no prazo de 20 dias. A multa diária é de R$ 100. O limite é de R$ 50 mil.

A Rede Globo alegou que a exibição da entrevista foi realizada com autorização de Nely e também que não possui mais a íntegra da gravação. A emissora já entrou com Embargos de Declaração contra sentença. A execução está suspensa até que a juíza se manifeste sobre o recurso.

Plágio

O processo ganho por Eliane Ganem foi ainda mais contundente. A escritora deve receber R$ 100 mil por danos morais, além do mesmo valor pago a Lauro César Muniz, por Aquarela do Brasil. Apesar da decisão favorável, Eliane recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pedindo aumento da indenização. A Globo também entrou com recurso no Tribunal de Justiça.

Eliane registrou a minissérie na Biblioteca Nacional, no ano de 1996. Depois, enviou a proposta de mininovela de 60 capítulos para três emissoras: SBT, Globo e a extinta Manchete. Ela argumenta que, apesar de a minissérie veiculada pela Globo não ser exatamente igual a sua, alguns dos personagens e outros elementos importantes da obra são absolutamente idênticos.

O advogado Jaury Nepomuceno, perito contratado pela escritora, identificou 32 semelhanças entre o argumento dela e a história que a Globo levou ao ar. Segundo informa o jornal O Estado de S.Paulo desta quinta-feira (6), a Globo negou o plágio. Alegou que a minissérie foi escrita por Muniz em 1986.


Da redação, com agências

Não Fique de Fora

O Rádio Com Respeito



Desrespeito à mulher e à cultura regional
Fábio Mozart
A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba está iniciando campanha para debater conteúdo musical nas emissoras populares de baixa potência, numa guerra contra o mau gosto e o embrutecimento da juventude. Trata-se de discutir se vale a pena seguir a orientação da mídia radiofônica regional, que veicula o que existe de pior, o lixo da cultura popular travestido de “forró”. Esse lixo desqualifica a mulher, envenena a juventude e presta um desserviço sem tamanho à nossa autêntica música regional.
Por exemplo, uma pseudo-música que fala de 'beber, cair e levantar', ou 'dinheiro na mão e calcinha no chão' é uma coisa educativa para se tocar em uma rádio que se diz de caráter cultural e educacional? É triste ver as jovens rebolando lascivamente ao som de letras que dizem: 'vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado.' No momento em que se combate a violência sexual contra as mulheres, esse tipo de música grosseira e violenta é uma verdadeira barbárie. Sabe-se que o esquema envolve muito dinheiro, essas bandas de forró eletrônico fazem parte de um projeto que visa consolidar um monopólio da produção e execução de música na mídia nordestina, câncer que nasceu no Ceará e hoje toma conta de toda região.
Essas bandas que hoje se multiplicam por todo o Brasil estão matando o autêntico forró nordestino, contaminando a juventude de todos os extratos sociais, fechando as portas para a produção musical de qualidade e formando uma geração que está se acostumando tragicamente ao lixo musical. Na Paraíba, temos uma banda chamada “Tocaia da Paraíba” que é um primor de inventividade, de sonoridade nova sem perder os alicerces da verdadeira música nordestina. Quem já ouviu falar do “Tocaia da Paraíba”?
Rádio comunitária existe para dar qualidade de vida plena à comunidade, e isso é impossível com a mediocridade cultural, a intolerância, o incitamento à violência sexual e ao alcoolismo. Na nossa rádio comunitária Zumbi dos Palmares, de João Pessoa, estamos radicalizando: só tocamos música boa, e de artistas paraibanos. Rádio comunitária é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade maior a divulgação da cultura regional, conforme a Lei Federal 9.612. Pensando nisso, estamos procurando os artistas para incluir sua obra na grade de programação, em troca eles concordam em ceder e transferir todos os direitos autorais, em relação ao conteúdo da obra para veiculação na Rádio. De quebra, a rádio se livra das cobranças do ECAD. Perde audiência? Claro. Mas quem disse que rádio comunitária está atrás de audiência? É um exemplo a ser seguido por quem pensa rádio comunitária como um instrumento de elevação cultural e respeito aos valores da comunidade.

O Preconceito da Novela Duas Caras



Duas Caras se alinha a Ali Kamel e mostra Brasil sem racismo


A novela Duas Caras divulga e incorpora, despudoradamente, o livro Não Somos Racistas, odiosa obra do manda-chuva do jornalismo da Globo, Ali Kamel. No mentiroso folhetim - no Brasil fictício da Globo -, brancos ricos estão doidos para se casar com favelados negros. Favelas têm mais brancos do que negros, e alguns negros são riquíssimos. Favelados pobres chegam a estudar nas mesmas universidades que brancos ricos.




A dramaturgia da Globo é como o Carnaval: provoca paixões e ódios com a mesma intensidade exacerbada. Mas as novelas e "minisséries" da emissora carioca, há que reconhecer, apaixonam pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo.

Essa receita de sucesso é baseada numa fórmula que transforma modelos em "atores" graças a uma edição e a um ritmo das cenas que minimizam a falta de intimidade da maioria amadora dos elencos globais com os palcos. Tudo isso, regado a orçamentos hollywoodianos, faz da dramaturgia global um dos produtos mais exportados pelo Brasil.

Durante décadas a fio, essa dramaturgia de êxito - e de mentira - moldou a mentalidade nacional. A Globo está acostumada a vender todo tipo de comportamento - modismos, conceitos e até pré-conceitos - com seus folhetins encenados.

Mesmo sabendo disso tudo, fiquei surpreso na noite da última terça-feira (11/03) ao ver uma personagem da novela Duas Caras, a mulata e ex-BBB Juliana Alves (Gislaine), lendo um livro que denuncia a estratégia da emissora naquela trama. A moça estava lendo Não Somos Racistas, de Ali Kamel.

Antes de você, leitor, criticar o fato de eu assistir a nada mais, nada menos do que a uma das estúpidas novelas que a tevê brasileira impõe a um público sequioso por lixo televisivo, e de dar seu depoimento de que jamais assistiria a tal porcaria, quero lembrá-lo de que ignorar uma arma de difusão de comportamentos e de mentalidades obtusas como é uma novela das oito da Globo não mudará o fato de que essa arma vem sendo muito efetiva no sentido de falsear a realidade nacional e imbecilizar as pessoas.

Enquanto se torce o nariz à mera possibilidade de levar a sério qualquer coisa que saia do Projac, a Globo vai fazendo a festa. Essa novela, por exemplo, a tal Duas Caras, vem fazendo um dos trabalhinhos mais sujos que já vi na vida. Às vezes fico me perguntando o que sente um favelado que vê uma novela na qual brancos ricos são habitués de favela chamada "Portelinha", a qual, à diferença de qualquer gueto como são as favelas, não abriga tráfico de drogas e adota padrões de organização comunitária quase nórdicos, com ruas limpas, casas bem cuidadas etc.

No Brasil fictício da Globo, brancos ricos estão doidos para se casar com favelados negros. Em Duas Caras, Barretinho (Dudu Azevedo) e Júlia (Débora Falabella), filhos do riquíssimo e ultra-racista advogado Barreto (Stênio Garcia), derretem-se, respectivamente, por Sabrina (Cris Vianna) e Evilásio Caó (Lázaro Ramos), e Claudius (Caco Ciocler) por Solange (Sheron Menezes).

No mentiroso folhetim da Globo, favelas têm mais brancos do que negros, e alguns negros são riquíssimos. Favelados pobres chegam a estudar nas mesmas universidades que brancos ricos. A mesma instituição abriga as negras da portelinha Gislaine e Solange, a perua Maria Eva (Letícia Spiller) e o negro mau-caráter Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), que fala a favor de cotas para negros e sobre discriminação racial e, naturalmente, é cabalmente desmentido pela realidade dramatológica global.

A imagem - e a propaganda descarada - do livro de Ali Kamel tem um propósito. Negros e brancos de Duas Caras interagem de acordo com cada vírgula contida na odiosa obra do manda-chuva do jornalismo da Globo.

Na verdade, a sensação que tive foi a de uma pretendida afronta a quem se revolta com o cinismo de Não Somos Racistas. É como se a Globo dissesse: podem falar mal, mas nós temos a televisão que entra em 90% dos lares brasileiros a referendar nossa teoria sobre como amamos nossos irmãos negros.

Eles (a elite branca e sua mídia) dizem que não são racistas. E, como prova, disseminam pelo mundo um país em que não se vê miséria, em que não se vê os indicadores sociais dramáticos dos negros ante os indicadores muito melhores dos brancos, ou os salários inferiores dos negros ante os dos brancos, ou a maior mortalidade infantil dos negros ante a muito menor dos brancos.

Eles são racistas, sim, porque tentam frear a luta por oportunidades iguais para os negros no mercado de trabalho e nas universidades afirmando descaradamente que essas oportunidades existem. Além de racistas, são mentirosos.


Aprovado Regras Para Coibir Spam


Senado: CCJ aprova regras para coibir spam na internet


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou no Senado, nesta quarta-feira (5), proposta substitutiva do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que proíbe o envio de mensagens eletrônicas não-solicitadas pela internet. Estão enquadradas nas regras mensagens massificadas (spams) de natureza comercial ou com qualquer outra finalidade.


De acordo com a proposta, o infrator poderá ser enquadrado em crime de falsidade ideológica e ficar sujeito a pena de um a cinco anos de reclusão se usar meios que impeçam ou dificultem sua identificação, além de recursos para inibir o bloqueio automático das mensagens ou o rastreamento delas.

O substitutivo foi elaborado a partir do exame de três projetos que tramitavam em conjunto na CCJ desde o ano passado. A votação foi antecedida de acordo com governistas para alterações no relatório inicialmente apresentado pelo relator.

Anteriormente, o texto proposto tratava apenas de mensagens comerciais massivas não solicitadas. Com as alterações, inclusive com a participação do Ministério da Justiça, passou a abranger todos os tipos de mensagens que não sejam autorizadas pelo destinatário.

Contato prévio

O envio das mensagens passa a ser permitido somente em duas situações: mediante expressa autorização do receptor ou quando tiver ocorrido contato anterior entre as partes que possa ter caracterizado a permissão. Como exemplo dessa última hipótese, podem ser incluídas situações em que tenha havido troca de cartões de apresentação entre os envolvidos ou a pessoa tenha registrado por livre vontade seu endereço eletrônico em listas organizadas pelo destinatário.

O relator ofereceu parecer pela aprovação do projeto de lei apresentado pelo então senador Duciomar Costa, o PLS 21/04. Foram rejeitados o PLS 36/04, defendido pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), e o PLS 367/03, assinado por Hélio Costa (PMDB-MG), senador licenciado que atualmente exerce o cargo de ministro das Comunicações.

Os projetos ainda serão examinados na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), quando vão receber decisão terminativa.- Não se resolverá o grave problema do spam apenas com esforço legal e jurídico, mas também não podemos cruzar os braços - disse o relator, ao defender seu substitutivo.

Marketing

Eduardo Azeredo afirma que o principal objetivo da proposta foi regular o marketing eletrônico. Segundo ele, o uso do e-mail para fins mercadológicos é legítimo, mas encontra-se comprometido pela atuação abusiva dos spamers. A defesa dos interesses e direitos das vítimas será baseada no Código de Defesa do Consumidor. Quem se sentir ofendido poderá ingressar em juízo individualmente ou de forma coletiva.

Ao enviar mensagens, as empresas deverão enviar seu endereço físico e eletrônico. Além disso, o e-mail deve conter mecanismo que permita ao remetente bloquear novas mensagens. A infração a essas regras pode resultar em multas administrativas de R$ 50 a R$ 100. Proprietários de bancos de dados não poderão divulgar nem colocar essas informações à disposição de terceiros sem prévia autorização das pessoas listadas. Nesse caso, a multa deve variar entre R$ 500 a R$ 1.000.

O envio de mensagens com nomes falsos ou burlas ao bloqueio e ao rastreamento dos e-mails fica caracterizado como crime de falsidade ideológica. A proposta contém dispositivo para alterar o Código Penal (DL 2.848, de 1940) e permitir o enquadramento dos infratores nesse tipo de crime.

Na concepção do substitutivo, o relator optou por solução intermediária entre os dois padrões normativos atualmente usados no exterior para organizar a atividade do marketing eletrônico. O mais usado nos Estados Unidos (normas estaduais) permite ao remetente enviar prontamente uma primeira mensagem comercial e, no final, oferecer ao destinatário a possibilidade de declarar se deseja continuar recebendo suas comunicações (opt-out).

Na Europa, prevalece o sistema opt-in, em que o remetente envia, no primeiro momento, apenas uma consulta eletrônica para saber se o destinatário aceita receber suas mensagens comercias.


Projeto Vai Vedar Condenado


Projeto veda condenado por pirataria em rádio comunitária

05/03/2008 |
Redação
Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2480/07, do ex-deputado Professor Victorio Galli, que proíbe a participação, na direção de instituições autorizadas a prestar o serviço de rádio comunitária, de pessoas condenadas pelo crime de execução ilegal de serviço de radiodifusão.
A propostaaltera a Lei 9.612/98, que regulamentou o Serviço de Radiodifusão Comunitária. Pelas normas em vigor, as únicas exigências para os dirigentes de rádios comunitárias é que sejam brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos e que mantenham residência na área da comunidade atendida.
No entendimento do autor, a condenação pelo crime de exploração de rádio pirata torna o cidadão incompatível com a responsabilidade necessária para a gestão de uma emissora comunitária.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo, apensado ao PL 4186/98,do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que também propõe mudanças na Lei 9.612/98. Os textos serão analisados pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


José Guilherme Castro

O Hip Hop Está Mudando o Brasil

Jussara Cony: O hip-hop está mudando o Brasil


por Especial Hip-Hop*

Pronunciamento da Deputada Jussara Cony na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.


Jussara Cony, há tribuna durante econtro da Nação-RS
Venho à tribuna para fazer o registro de um momento histórico que vivenciamos no Teatro Dante Barone no último domingo. Refiro-me ao protagonismo político de uma parcela destacada da juventude brasileira.

Numa parceria importante desta Casa, participei do lançamento estadual da Nação Hip -Hop Brasil, representando o presidente desta Assembléia Legislativa, deputado Fernando Záchia.


Aproveito a oportunidade para registrar a valiosa presença de Marcelo Buraco, da direção nacional da Nação Hip-Hop Brasil, aqui representando o Aliado G, coordenador nacional desse movimento. A coordenação da Nação Hip-Hop Brasil enviou uma carta a este Poder Legislativo agradecendo ao presidente da Assembléia Legislativa essa importante parceria.

O hip-hop está mudando o Brasil. O lançamento oficial do evento foi feito com cultura, arte e muita luta, numa programação destacada e num enfrentamento a novos desafios.

Destaca-se a organização de uma ampla rede no Rio Grande do Sul do movimento hip hop brasileiro, no realce da sua originalidade. O hip hop tem agora a cara da juventude gaúcha, da nossa cultura, dando o recado por meio da socialização da sua história. Trata-se de uma luta intensa para garantir as conquistas da juventude. É esse um grande salto de organização de um movimento que fala pela maioria urbana.

O evento teve atividades culturais importantes, incluindo performance de danças com o grupo B-Boys.


A abertura oficial foi feita pelo Brother Neni, convidado pela Nação Hip Hop do Rio Grande do Sul. Um dos maiores nomes da black music, Brother Neni está há oito anos na Rádio Metropolitana com uma programação importantíssima, que dá uma contribuição valiosa à nossa cultura.


Com a representação de Agnaldo Camargo, o Mano Oxis, que foi eleito coordenador da Nação Hip Hop do Rio Grande do Sul, e de tantos outros homens e mulheres jovens, o movimento hip hop faz sua participação por meio da dança, da música e das artes plásticas realizadas na rua. Com sua maneira de denunciar todas as formas de exclusão, ele tem buscado construir uma nova nação.


O ato de lançamento da Nação Hip Hop Brasil no Rio Grande do Sul constituiu um momento extremamente importante, de forte expressão dessa cultura. A aglutinação dos jovens dá ao hip hop um caráter estratégico de movimento de massas, o qual não está descaracterizado em sua essência cultural e representa, hoje, o principal canal de manifestação da juventude brasileira urbana, que é protagonista, também, das lutas e dos avanços da sociedade brasileira.


Nesse domingo, no Teatro Dante Barone, da Assembléia Legislativa, estavam aqueles que, com sua resistência, revelam ser um importante canal de expressão da juventude excluída pelo sistema capitalista, da juventude da periferia, que se expressa através de suas próprias formas de organização e derruba preconceitos, sabendo que, quando o povo se une, as ações dão certo.


Aqui estava, deputado Edson Portilho - V. Exa., que é um grande companheiro na luta dos negros por seus direitos -, a nação que se transformou em um núcleo de pensamento da periferia brasileira, essa periferia que constitui a universidade das ruas e que traz adicionada ao seu currículo a cultura hip hop, o quinto elemento, que é o pensar e o saber do nosso povo.


Aqueles jovens estavam aqui para educar, para formar consciências, e não para serem amansados ou se venderem. Eles estavam aqui com sua palavra, seu gesto, seu traço e seu pensamento; estavam aqui com sua alma e sua arte, a arte de quem quer saber quem é e para que está aqui, de quem está na rua e na luta para que a conquista do poder sirva não para dominar, mas para transformar, para mudar o mundo.


Como dizem os manos e manas da Nação Hip Hop, aqueles jovens estavam aqui na busca de um mundo na batida da igualdade, do desenvolvimento e da paz.


O evento representou um momento alto e histórico também para esta Assembléia Legislativa, que aglutinou pessoas e estabeleceu parceria com um importante segmento do nosso povo: a juventude da periferia urbana do País, a qual, juntamente com amplos setores, transformará este mundo e este Brasil.

Jussara Cony é Deputada do PCdoB/RS, pronunciamento feito na tribuna da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, na 44ª sessão ordinária - de 30 de maio de 2006.

Grafiteiros Juntos e Mixados

Sagaz: Graffiteiros juntos e mixados!

A fita quebro na emenda, era para acontecer no viaduto de Terra Vermelha no Município de Vila Velha mais infelizmente o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) não autorizou a intervenção.

Prefiro acredita que foi por falta de informação entre a RODOSOL que era uma das apoiadora e patrocinadora do evento, empresa privada, que realiza manutenção nesse viaduto e que faz parte da rodovia. Talvez foi por falta de comunicação entre eles, e não preconceito como fica batendo nos pensamento. Mais enfim não deixamos de fazer o trampo que teve além da cobertura da mídia local uma boa repercussão com os moradores da Barra do Jucu que compareceram em massa e fizeram bons comentários a respeito dessa atividade que teve também apoio do Rede Joven da Prefeitura de Vitória.

Não posso esquecer de comentar sobre uma das figuras que foi fundamental para a realização do evento, Sham filho de Rubinho editor chefe da gazeta, sem essa figura seria impossível dessa fita acontecer. Foi o articulador para conseguir o murão para fazermos o painel e é claro que os malucos que desceram de seus estado pra cá foram fundamental também. O trampo saiu uma uva como dizem os cariocas de prima. Qualidade artística 100%, muito massa por se tratar de uma interatividade com os malucos de outras quebradas com experiências bem peculiares. Foi muito maneiro a presença desses figuras, Bahia, Minas Gerais, Brasília e Rio de Janeiro.

Agradeço a grande presença desses maloqueiros em nome dos grafiteiros e do movimento hip-hop capixaba. A partir desse evento surge vários planos e um deles é uma rede entre os grafiteiros que será criado pelo próprio idealizador da idéia Lee 27 da Bahia junto com Bigode e com isso realizarmos um ''Circuito Graffiti Art'' que inicialmente acontecerá em quatro estados e em municípios que o movimento ainda é entre aspas “fraco”. Sendo eles: Vila Velha (ES), Texeira de Freitas (BA), Manhuaçu(MG), Campos (RJ).

Lembrando que esses Municípios poderão mudar pois o projeto ainda será digitado por mim e alguns malucos destes estados talvez usaremos como exemplo o projeto de um dos maiores eventos de graffiti realizado no pais o Mentis Off Favela que acontece na Vila Operaria em Caxias no Rio de Janeiro pelo Sangui bom Bunins, Caja Mam, Bob, Cove e Etc...

Mas teremos na organização, palpites e sugestões dos escritores de cada quebra na participação da realização dos eventos de cada quebra. E aproveitando pra da um liga na rapeis que essa fita não vai parar por ai a intenção é expandir alem das quebradas mais remotas destes estados iremos fechar nas capitais e seguir em frente pra outros estados.

Ampliando o circulo com epidemia febre amarela e tal tipo surto. Mais informações sobre o evento eu to mandando um pequeno vídeo da matéria que rolo no

E.S. Notícia 2º Edição. Um abraço pra geral e lembrando que tamo junto e Mixados, só os muros da cidade já não são os limites de nossa arte!

Mas sera revelado...

Obs.: AQI sofre de uma parada chamada 'Agora Fobia'' feis os corre como pode de dentro de casa, o que eu pude ajudar foi quando cheguei no evento.

Sagaz - Graffiteiro do Espirito Santo, integra a Banca Bixo Solto e faz parte da Nação Hip-Hop Brasil.

R$ 4 Bilhões é o Preço da Violência ao SUS


Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Osmar Terra, a violência é a sétima causa de morte entre as mulheres e está entre as quatro primeiras de homens. Ele defende a aplicação integrada de políticas sociais.





A violência — uma das principais causas de morte no Brasil — sobrecarrega o sistema de saúde e custa cerca de R$ 4 bilhões, ao ano, para as três esferas de governo. As informações são do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Osmar Terra.

Filme Nacional Perde Para Estrangeiro

Filmes estrangeiros ocupam 99,5% dos canais por assinatura
Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) revelam que os canais de TV por assinatura no Brasil são um espaço privilegiado para a produção audiovisual internacional. Os assinantes brasileiros de 10 dos principais canais de filmes ofertados nos pacotes das operadoras tiveram a oportunidade de assistir apenas 17 filmes de longa-metragem nacionais no último trimestre de 2006. Em contrapartida, puderam apreciar a exibição de 3.247 títulos estrangeiros.

Considerando as exibições (apresentações e reapresentações), a chance de um assinante acessar um destes canais e assistir a um filme brasileiro é de 0,6%. Seria preciso assistir 167 filmes estrangeiros para ver na tela uma produção nacional.

Quando contabilizadas as obras audiovisuais em geral (filmes, documentários, séries, mini-séries, novelas e reality shows), a proporção aumenta. Mas só um pouco. Nos 10 canais monitorados pela Ancine, 1,66% dos títulos apresentados eram brasileiros. Foram 4.904 obras estrangeiras contra 83 brasileiras.

Esta presença um pouco melhor deve-se, em boa parte, ao fato de a Ancine considerar cada capítulo das séries ou novelas como um título individual. Assim, estão somados ao total de 83 obras nacionais os 45 capítulos da novela “Essas Mulheres”, produzida pela Rede Record, transmitidos pelo canal FoxLife. Da mesma forma, foram contados os seis episódios da série “Filhos do Carnaval”, os oito de “Mandrake” e os cinco do reality “Projeto ONG”.

Demanda por abrasileiramento

A preferência dos programadores, no entanto, não parece ser a mesma do público. Dos 5 canais de maior alcance médio entre adultos na TV por assinatura, dois são de programação exclusivamente nacional (GloboNews e SporTV) e um é um canal nacional com uma pequena parte de programação estrangeira (MultiShow). Os outros dois (TNT e Universal), que possuem inclusive maior audiência que os canais da Globosat, embora exibam majoritariamente conteúdo estrangeiro, tem boa parte da programação dublada.

O TNT, um canal basicamente de filmes e séries, é o primeiro no ranking do alcance médio, que aponta o número de assinantes que passaram pelo menos um minuto pelo canal. Durante o ano de 2006, segundo dados reunidos pela Ancine a partir do Almanaque Ibope, cerca de 650 mil pessoas por dia assistiram ao TNT. Isso significa o dobro do registrado pelo canal Telecine Premium e 50% a mais que o canal Fox, que tem perfis semelhantes de programação.

Estes números mostram que mesmo a oferta de programas de outros países precisa ser “abrasileirada”. Mas esta demanda, aparentemente, não será facilmente atendida, haja visto a resistência demonstrada pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) à criação de cotas para a exibição de programas de produção brasileira e também de canais majoritariamente ocupados por programação nacional. Propostas neste sentido fazem parte das discussões sobre uma nova lei para o setor de televisão paga, o Projeto de Lei 29 que deve ser apreciado em breve pela Câmara dos Deputados. A ABTA tem feito campanha sistemática contra a proposta, com o argumento de que o estabelecimento de cotas na TV por assinatura significa interferir na liberdade de escolha do assinante.

TV aberta

Na TV aberta, a Ancine acompanha a exibição de filmes de longa-metragem. Neste setor, a proporção entre obras produzidas no Brasil e lá fora é, também, esmagadoramente favorável aos estrangeiros. Dos 1922 títulos exibidos no ano de 2006 por seis das maiores redes de TV (Globo, Record, SBT, Bandeirantes, TV Cultura e TVE-Brasil), apenas 107 eram brasileiros. Em termos percentuais, 5,6%.

Na Rede Globo, emissora que exibiu o maior número de longas-metragens, 7% dos filmes exibidos eram nacionais. O SBT apresentou apenas um título nacional entre 626 filmes exibidos. As redes Record e Bandeirantes não transmitiram sequer um único longa nacional.

Os canais públicos pesquisados apresentam uma proporção mais favorável à produção nacional. Na TVE-Brasil, por exemplo, todos os longas exibidos eram produções nacionais. Na TV Cultura, a proporção chegou a 52%. As duas redes, no entanto, têm uma programação restrita para a exibição deste tipo de produto. Enquanto o número de filmes exibido pela Globo chega a 933, TVE e Cultura juntas somam 53 títulos.
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação



José Guilherme Castro

O Negro Nas Eleições 2008


Em PE, Unegro prepara sua participação nas eleições 2008


Neste sábado, 1º de março, a União de Negros pela Igualdade (Unegro) realiza uma plenária para discutir as ações da entidade no ano de 2008. Projetos que envolvem a retomada da cultura negra, a derrubada dos preconceitos que ainda existem na sociedade e a participação da entidade nas eleições de 2008 estão na pauta do encontro que acontece a partir das 19h, no Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, No Recife.


“Este ano, completamos 120 anos da abolição da escravatura e mesmo assim ainda existe muito preconceito. Inclusive, negro que não se diz negro”, afirmou o representante da Unegro, Eron Santos.

Com esta preocupação, a entidade detectou diversos problemas que dificultam a afirmação da cultura negra e a necessidade de mais espaços para o negro na sociedade. “O número de negros fora do mercado de trabalho, por exemplo, ainda é muito grande”, comentou.

A Unegro quer buscar melhorias também nas políticas de base, como saúde, educação e, especialmente, a cultura. Pensando nisso, a partir do dia 9 de março, a entidade começa a desenvolver o projeto “Negrosambassim”, onde será resgatado o samba de raiz que era dançado nos terreiros de umbanda.

No dia 14 de junho, a Unegro completa 20 anos de existência e muita luta que não pára por aí. Como 2008 é um ano de corrida eleitoral, eles querem estar mais presentes nas decisões políticas a fim de eleger candidatos que sejam favoráveis às políticas públicas para os negros.

“Nós vamos começar a elaborar projetos e mobilizar nossos militantes para que os candidatos tomem conhecimento das nossas necessidades e pautem isto durante a campanha”, disse Eron Santos.

A plenária da Unegro acontece na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, que fica na Rua Almeida Cunha, 364, bairro de Santo Amaro (próximo ao estacionamento da Unicap).

Do Recife,
Daniel Vilarouca.



A Educação Pública Ameaçada

A educação pública ameaçada
SIMONE GOLDSCHMIDT

A sindicalista e professora Simone Goldschmidt fala dos perigos que rondam a educação pública gaúcha.




Assim como aconteceu no ano passado, o início do atual ano letivo preocupa a comunidade escolar gaúcha. Se em 2007 os problemas foram a falta de transporte escolar, o corte de 30% nas verbas de custeio da Secretaria da Educação, a falta de professores, a enturmação e a multisseriação, este ano os alunos, pais e educadores se depararão com centenas de turmas fechadas, com o fim da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e com a introdução de programas de educação privados em escolas públicas. São medidas que comprometem a qualidade do ensino público. E isso tem um objetivo: municipalizar a educação e em seguida facilitar a sua privatização.

Para se chegar a esta conclusão basta analisar as ações do Governo Yeda na área da Educação. Primeiro veio, em 2007, o corte de 30% nos recursos da Educação, a suspensão das obras de reforma nas escolas e o fim da gestão democrática. Isso produziu o sucateamento das estruturas físicas e a falta de professores.

Para tentar resolver o problema criado pela falta de professores, a Secretaria fechou bibliotecas, laboratórios de ciências e de informática, e acabou com a coordenação pedagógica, redirecionando estes profissionais para as salas de aula. Com essas medidas, os alunos da rede pública de ensino, no ano passado, não puderam contar com a infra-estrutura complementar de ensino e orientação pedagógica.

Ato contínuo, a enturmação e a multisseriação aumentaram o número de alunos por turma e juntaram séries diferentes numa mesma sala de aula – num prejuízo gritante ao aprendizado.

Depois de um ano em que o sucateamento da Educação foi evidente, a Secretaria apresenta o SAERS – Sistema de Avaliação da Educação do Rio Grande do Sul para avaliar o desempenho dos educandos. Buscava, então, a Secretaria evidenciar a queda da qualidade do ensino justificando desta forma a privatização.

Outro golpe se deu com a autorização que possibilita a implantação de programas de educação privados em escolas públicas (“Entre Jovens” e “Jovens do Futuro”) e com a criação da Lei das OSCIPS, em que ONGs – Organizações Não-Governamentais poderão receber dinheiro público para cuidar da educação e de outros setores da administração pública estadual.

O fechamento de turmas divulgado pela imprensa neste começo de ano deixou a comunidade escolar alerta. Só em Porto Alegre foi anunciado o fechamento de mais de 1.300 turmas. Porém, em vários outros municípios estão sendo fechadas escolas e canceladas turmas. E os números são assustadores.

Além de defender os trabalhadores em educação, o CPERS/Sindicato se preocupa com a qualidade da Educação no Estado. Não pode acontecer no Rio Grande do Sul o mesmo que se deu em São Paulo, cujo sucateamento da educação pública promovido pelos governos do PSDB (desde 1995) resultou na demissão de mais de 45 mil professores e funcionários de escola com uma redução inquestionável na qualidade do ensino.

Se a única forma de defendermos o ensino de qualidade e assegurarmos os direitos da categoria e da comunidade escolar é realizando manifestações e indo para a rua, devemos nos preparar para as mobilizações já no início do ano letivo.

Simone Goldschmidt é presidente do CPERS/Sindicato



O Voto Aos 16 Anos

Ubes lança campanha pelo incentivo do voto aos 16


2008 é ano de eleições municipais. É o momento em que todos os brasileiros terão o direito de escolher seus representantes para os próximos quatro anos e, para a Ubes, a juventude não pode ficar fora desse importante exercício de democracia. Pensando nisso, a entidade lança no próximo dia 5 de março, a campanha ''Se liga 16'', que já é uma tradição no movimento estudantil secundarista e acontece todo ano eleitoral.


Cartaz lembra campanha nacional do TSE

De acordo com o diretor da entidade, Thiago Mayworm, o objetivo é incentivar jovens com idade entre 16 e 17 anos a tirarem seu título de eleitor. ''Assim poderão influenciar diretamente, através de seu voto, a vida política de seu município e futuramente de seu Estado e do Brasil'', reafirma.

A iniciativa será realizada em parceria com a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Secretaria Nacional de Juventude e Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.


Além de mobilizar estudantes em todo o Brasil através de debates nas principais escolas, a campanha também vai levar à algumas instituições o ônibus itinerante do TRE, que possibilita a emissão do documento na hora.

Segundo o presidente da Ubes, Ismael Cardoso, a possibilidade de votar a partir dos 16 anos foi uma grande conquista da juventude brasileira que já influenciava nos rumos do Brasil através de mobilizações e agora pode também escolher seus governantes na urna.

Entre em contato com a Ubes e leve a ''Se liga 16'' para a sua escola.

Contatos:
Thiago Mayworm (11) 8179.1953 ou 11 50842127
Arthur Herculano (11) 7694.9760

Fonte: EstudanteNet





A Mentira Como Verdade


Uma das muitas historias atribuídas a Abraham Lincon, na época candidato a um cargo político, que todos conhecem de cor e salteado. Ao preencher o formulário, deparou e empacou com quando chegou à pergunta :" Causa da morte do pai". Acontece que o pai, um ladrão de cavalos, tinha sido enforcado. O então candidato pensou, pensou e acabou respondendo: "Meu pai estava participando de uma cerimônia pública, quando a plataforma cedeu". Evitar a verdade sem mentir é arte de que todos os políticos tentam praticar.
Alguns conseguem, já outros ...

Eus-R / 27.02.2008

Todo Mundo Quer Ser Negão Americano



22 DE FEVEREIRO DE 2008 - 16h09

por Paulo Shetara*


Quando eu fui para a França recentemente notei algo que tinha visto antes no Panamá e em Cuba, os jovens negros, não estão andando como jovens africanos, quem pauta hoje o pensamento, o estilo de se vestir, andar e falar, etc, dos jovens negros do mundo, são os jovens negros americanos, principalmente os do hip-hop!


Em Paris, tem dois tipos de jovens negros, aqueles que usam roupas, tipicamente africanas, que são minoria e aqueles que se vestem como jovem de gueto americano, na Fenac de Paris a seção de rap music entre Cd’s, DVd’s e disco de Vinis é uma das maiores.

Em Cuba vi algo parecido, jovens cubanos se vestindo como jovens do gueto americano e numa festa que fui na Praça da Revolução, que o grupo Obession organiza, eu vi também quase a mesma coisa, e os Dj’s tocavam músicas de rap nova yorquino.

Aqui no Brasil não precisa nem dizer como se comportam a maioria dos jovens pobres dos grandes centros com seu visual, som na cabeça, etc.

Hoje os Estados Unidos vivem um grande momento, a maior potência econômica e militar do mundo pode ter um negro como presidente e um negro Democrata, para quem sabe mudar a imagem das EUA depois do desastre Bush, que quer construir a paz com bombas e democracia com metralhadoras. Quando no Brasil, que tem a maior população negra do mundo fora da África, vamos ter a chance de ver um negro ter chances reais de ser presidente ou uma mulher?

Por outro lado, apesar da simpatia que os jovens pobres no mundo tem pelos jovens do gueto afro-americano, cresceu no planeta o sentimento anti-americano e a opinião pública mundial desconfia das grandes potências em geral, revelou uma pesquisa realizada em 47 países e publicada em junho de 2007. A sondagem, feita pelo instituto americano Pew Research Center, revela que o meio ambiente é agora a maior preocupação em vários países, e que os Estados Unidos são considerados o maior poluidor do planeta. A imagem dos Estados Unidos se deteriorou sensivelmente nos últimos cinco anos. O problema se repete entre os aliados ocidentais dos EUA, e no período entre 2002 e 2007 a aprovação dos Estados Unidos na França caiu de 62% para 39%, na Alemanha, de 60% para 30%, e na Grã-Bretanha, de 75% a 51%.

O instituto brasileiro Market Analysis fez um estudo divulgado em 2005, sobre a opinião do brasileiro sobre os EUA. Para 84% é ótimo para conhecer, 73% para estudar, 58% para morar, mas vêem os americanos em primeiro lugar como antipáticos, em segundo lugar intolerantes, em terceiro lugar nada confiável. A conclusão a que se chega, é que os EUA são um ótimo país para os brasileiros, mas sem os americanos. Vai entender!

Mas ainda a cultura americana, seus valores, são admirados; os filmes, a música, seus líderes, suas descobertas científicas, seus monumentos, sua eficiência.

O que seria dos negros mundiais sem o Jazz, Soul, Funk, Martin Lutter King, Malcon X, Black Panthers, NBA, Basquiat, Muhamed Ali, Mumia Abu-Jamal, etc.

Mas também o que seria da minha vida sem o Samba, Chorinho, Garrincha, Zumbi, Luis Gama, Futebol, Tim Maia, Arroz com feijão, Patativa de Assaré, Racionais Mc’s, etc.

PS: este artigo é para aqueles que falam que nós somos ''colonizados
pelos negros americanos''. Não, nós os admiramos, eles são referência
no mundo para a luta dos negros!




*Paulo Shetara, DJ, produtor cultural, estudante do último ano de jornalismo escritor.



* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.

Filhos Violentos



Os filhos de famílias de classe média alta se entregam a violência, mas este não é um fato recente, o problema já vem de longa data. Não se pode colocar toda a culpa na família e no pai. A família hoje possui muitos substitutos e concorrentes que sobre determinam. Antes de tudo, a própria sociedade, que tem sua fundação sustentada sobre a violência, a televisão mostra com maestria e truculência, a impunidade geral da corrupção de Estado e de outros crimes que não são punidos e destaca a banalidade de como tudo isso é praticado, como uma verdadeira aula de maldades com explicações detalhadas. A puberdade cada vez mais precoce, fazendo que aos 15 anos o jovem já é um adulto com as mazelas herdadas por uma família e sociedade já desestruturada. Considerando ainda a liberização geral dos costumes, começa a despontar de forma vulcânica na adolescência. Temos que levar em conta e fazer justiça aos jovens e o fato de não entender nem acompanha-los no desabrochar de sua humanidade. Todo cuidado é pouco pois um vacilo da família e da sociedade teremos sempre um cidadão sem estabilidade e controle emocional, com plena "liberdade" para fazer e desfazer. É a hora e é urgente reconhecer a autoridade do pai e a aceitação dos limites que vier a mostrar isto de ocorrer cobrando disciplina e moderação dos impulsos dos filhos. Caso isto não venha, a ocorrer o jovem entrará em rota de confronto que vai o isolar e prejudicar.
Eus-r 26.02.2008

Faz - de - Conta


A desigualdade social é um crime de horror que se perpetua porque os governantes do pais, por omissão ou mesmo incompetência, não conseguem resolver. A desigualdade é crime hediondo que tem a capacidade de produzir outros crimes do género. Conviver em um país que tem dezenas de milhares de meninos em todos os Estados da Federação vivendo da prostituição é ou não procedimento de horror? Poderíamos dizer que no Brasil, o crime tornou-se regra. E, porque virou regra, surgiu a necessidade de classifica-lo entre hediondo e o não hediondo. Precisamos protestar e com urgência para que no Brasil crime seja crime, cometido ou não por parlamentares, jornalistas, magistrados, ministros, estelionatários, matadores de aluguel ou traficantes. Os crimes, que de tanto ocorrerem e acontecer, tornam-se banais, rotineiros, não são naturais. Não é assim que se constroi um país. E de tanto nos acostumar, deixamos de ver. O Brasil não irá combater o horror construindo cadeias ou reduzindo a idade penal para o criminoso cumprir pena. Só uma revolução resolve isso. Não uma revolução com armas, mas sim com escolas e professores armados com talento generoso de suas competências. Não sendo assim, todo o resto é na verdade um faz-de-conta. Eus-R / 25.02.2008



Renegado e As Meninas de Sinhá





Renegado junto com o Grupo Meninas de Sinhá e convidados, fizeram um belo espetáculo onde o Rap se encontra com o Canto de Roda e Músicas da Nossa Cultura Popular. Quem deixou de assistir na próxima oportunidade vá e você vai ver a magia e a beleza da integração e iteração de duas culturas diferentes que resulta em uma bela apresentação.

Eus-r - 24.02.2008

PALAVRAS PARA O DIALOGO


Estamos vivendo em uma época em que o intercâmbio entre as pessoas e manejo das diferenças entre indivíduos das varias classes sociais, as atenções se volta para o método do dialogo por exelencia , ou seja, a mediação, na condução dos conflitos.
Sem palavra, não há educação, não há família e consequentemente não há nação. A Palavra é a ferramenta educativa nos deslocamentos de um lugar para outro, ocupando portanto papeis diferentes.
A cultura dos jovens têm outras referências além da família e da escola e que, não somente suas palavras, mas também suas condições, influenciarão diretamente a relação estabelecida com seus pares dentro da comunidade social que pertencem. Abre-se a possibilidade de enfeitiçar, de oferecer mensagens, versões e palavras que fazem ir e vir, como um barco à deriva no mar.

Eus-r /24.02.2008