| Leandro Henrique Simões Goulart Advogado, especialista em Processo Civil, professor da Newton Paiva |
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Um blog para discussão de temas pertinentes a Cena do Hip Hop em toda a sua abrangência como forma de Cultura e instrumento de luta e afirmação.
| Leandro Henrique Simões Goulart Advogado, especialista em Processo Civil, professor da Newton Paiva |
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| Reginaldo Gonçalves Vianna 9º período de Direito da Faculdade Arnaldo Janssen |
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| Marcelo Cunha de Araújo Promotor de Justiça, mestre e doutor em Direito, professor da PUC Minas |
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O promotor também critica os intelectuais e os próprios colegas do ministério na entrevista. Mas a opinião de Thums está longe de surpreender. Ele foi um dos promotores do MP gaúcho a pedir a extinção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
“Com o Fórum, para onde vieram terroristas e marginais de tudo que é espécie pagos com dinheiro público, veio também o pessoal das Farcs, da Colômbia, para mostrar aos brasileiros que a forma de reivindicação não era a que estava sendo utilizada", declarou Thums.
O Fórum Social Mundial é organizado desde 2001 por inúmeras entidades e movimentos sociais de todo mundo. A nona edição do FSM ocorreu em janeiro em Belém, no Pará, reunindo mais de 150 mil pessoas. Entre os “terroristas e marginais” participantes, estavam cinco chefes de Estado sul-americanos.
“A intelectualidade é toda de esquerda”, prossegue o ultraconservador Thums, na entrevista. “É muito fácil ganhar R$ 20 mil por mês e ser de esquerda. No próprio Ministério Público temos procuradores da justiça ganhando R$ 21 mil. E são vermelhos, esquerdistas, são do PCdoB, por exemplo", afirma Thums, à maneira Jarbas Vasconcelos — sem dar nomes aos bois nem apresentar provas.
No dia 10 de fevereiro, o governo do Rio Grande do Sul e o MPE voltaram a criminalizar o MST, ao decretaram o fechamento de todas as escolas itinerantes em acampamentos gaúchos. A medida interrompeu as aulas de 300 crianças em um acampamento em Sarandi, no norte do estado. A previsão é de que outras escolas sejam fechadas ainda este mês.
Segundo o Ministério Público, a decisão foi tomada com base em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado pela instituição e pelo governo Yeda sem conhecimento ou a participação dos outros entes interessados — pais, educandos e a escola-base, onde as crianças estão matriculadas. O TAC também ignora e desrespeita as Diretrizes Operacionais para Escolas do Campo, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2002, baseada na Lei de Diretrizes Básicas da Educação/LDB de 1996.
O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado do Brasil a reconhecer e regulamentar as Escolas Itinerantes, através de parecer do Conselho Estadual de Educação em 19 de novembro de 1996. A experiência gaúcha permitiu a instalação de escolas em acampamentos em diversos estados, como Sergipe, Paraná, Bahia, entre outros.
A decisão do MPE e da governadora Yeda Crusius retoma a decisão do Ministério Público, publicada em ata em dezembro de 2007, em “extinguir” o MST. O fechamento das escolas era uma das medidas previstas pela ata do MPE. No ano passado, com a denúncia pública da ata, o MPE alterou duas vezes o conteúdo da decisão e declararam rever a decisão.
O MST teme que o governo do estado e o MPE reiniciem as ações ilegais de criminalização elaboradas pelas duas instituições. Entre essas ações, os dois órgãos lutam para impedir que os trabalhadores rurais possuam título de eleitor ou realizarem reuniões ou manifestações.
Da Redação, com informações do site do MST

Pela proposta encaminhada, a operação de rádio comunitária sem licença deixa de ser crime passível de reclusão, mas continua sendo atividade ilegal tipificada como infração gravíssima, que resulta em multas elevadas, apreensão de equipamentos e suspensão do processo de autorização da rádio. Além disso, fica vetada a participação em novas habilitações até que o pagamento da multa tenha sido efetivado.
Se, por um lado, a descriminalização é algo a ser comemorado, por outro permanece a perseguição contra os radiodifusores comunitários com medidas econômicas e administrativas que excluem a comunidade do direito à serem agentes ativos no processo de comunicação.
Permanecem e se ampliam - pelo mesmo projeto que 'descriminaliza' as rádios comunitárias - as penas contra as emissoras acusadas de causar interferência nas comunicações aéreas, de segurança, e serviços de saúde, que passam de um a três anos de reclusão em regime semiaberto para três a cinco anos em regime fechado. Outra novidade é que neste quesito passam a ser alvo das punições, também, as rádios e TV´s comerciais.
O projeto endurece o cerco contra a atividade de radiodifusão e dá retaguarda para a Polícia Federal continuar a ofensiva contra as comunidades. Com essa iniciativa o governo se apropria do discurso de que deixou de criminalizar, mas evita o debate acerca do que é vital para o processo democrático: o reconhecimento de que a radiodifusão comunitária é um direito previsto na Constituição.
Parte das irregularidades no setor, que são inclusive reconhecidas pelas suas entidades como a Abraço, são oriundas do fechamento das delegacias regionais do Ministério da Comunicação pelo governo Fernando Henrique no ano de 2002, centralizando no Ministério todos os processos de outorga, num emaranhado burocrático cuja lentidão na apreciação dos processos não é uma conseqüência apenas administrativa, mas também uma diretiva política, já que está no próprio Ministério da Comunicação o principal obstáculo à radiodifusão comunitária - o ministro Hélio Costa.
Aliás, ele mesmo declarou recentemente, que considera o projeto enviado pelo governo um incentivo à criminalidade no setor. ''Eu considero não só crime como um abuso colocar uma rádio sem autorização no ar'', disse.
Fatiar o debate das mudanças nas diversas legislações existentes que dizem respeito às comunicações tem sido a opção do Executivo e do Legislativo, que cedem às pressões das empresas que dominam o setor. O PL 4573/08 é exemplo disso. Daí a luta dos movimentos sociais pela realização da Conferência Nacional de Comunicação.
Apesar das inúmeras tentativas, até o momento bem-sucedidas, do ministro Hélio Costa para boicotar sua convocação, no final de janeiro o presidente Lula declarou que a 1ª Conferência Nacional de Comunicação será realizada neste ano. Mas o decreto que a convoca ainda não foi publicado, o que exige mais mobilização das entidades comprometidas com a democratização das comunicações.
E é no curso dos debates da Conferência - que vai reunir na mesma sala movimentos sociais e a comunidade, governo e parlamentares, e os empresários - que se deve enfrentar a discussão de um novo marco regulatório para as comunicações no país, incluindo o debate sobre a radiodifusão comunitária.
A banda Simples Rap’ortagem, uma das precursoras do Movimento Hip-Hop organizado na Bahia, protagoniza o maior show de rap na história do carnaval de Salvador. No dia 22 de fevereiro, as 19h na Praça Tereza Batista, Pelourinho, o público baiano e demais turistas e visitantes da cidade, além do show inédito da Simples Rap'ortagem que abrirá temporada de eventos em comemoração dos seus 15 anos, poderão desfrutar da discotecagem do DJ Afrika Bambaataa (Nova York – Estados Unidos) considerado um dos grandes precursores do Hip-Hop mundial e do show da maior revelação do rap nacional, o MC Rapadura (Ceará - Brasil).
| Ricardo Beghini |
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| Maria Amélia Bracks Duarte - Procuradora do Trabalho em Minas Gerais |
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Rádios Piratas???
Não podemos dizer que ver estampado nas páginas dos jornais mais uma manchete contra as rádios comunitárias, como foi o caso das manchetes de hoje (10/02), tenha sido uma surpresa. Afinal, quem acompanha as lutas pela democratização da comunicação já cansou de ver esse tipo de notícia.
Também não dá para achar surpreendente a maneira como os "jornalistas comprometidos com a ética e a verdade" descreveram a operação realizada na Cidade de Deus.
Será que devemos achar espantosa a montagem das fotos e o jogo de palavras tentando vincular as emissoras não autorizadas ao crime organizado?
E a ausência do contraditório, princípio básico do jornalismo, não respeitado na matéria, o que pensar?
Infelizmente, neste caso, não há nenhuma novidade.
A "novidade" nessa historia toda foi a presença do BOPE. Aliás, o que fazia a tropa de elite da Polícia Militar do nosso estado numa operação da ANATEL para fechamento de rádios comunitárias? Será que não tinham coisa mais importante para fazer do que fechar rádios não autorizadas? Não autorizadas não porque não querem ter autorização. Pois, 99% das rádios que estão operando sem autorização estão por total ineficiência do poder público, do ministério das comunicações que recebeu mais de 18 mil pedidos e, em 11 anos de regulamentação da lei 9.612, só autorizou definitivamente pouco mais de 3 mil emissoras.
Será que os policiais "mais bem preparados" do nosso estado não tinham outras demandas mais urgentes como, por exemplo, achar o bandido que fugiu pela porta da frente do presídio de alta segurança, passando despreocupadamente por agentes penitenciários e policiais?
Será que não tinham nenhum traficante ou miliciano que aterrorizam dia e noite cidadãos e cidadãs do nosso estado que merecessem mais atenção do que uma rádio comunitária?
O que será que está por trás de tudo isso, que perigo oferece as rádios comunitárias?
Já sei, dizem, descaradamente, como na matéria, que rádio comunitária pode derrubar avião. O próprio representante dos empresários de emissoras comerciais afirma que são 15 mil rádios comunitárias no ar. Não é razoável achar que se elas derrubassem avião os países em guerra teriam um estoque delas ao invés das modernas armas antiaéreas?
Historicamente as rádios comunitárias são discriminadas. No fundo não são as rádios, são as pessoas que as fazem, onde estão operando, a quem estão servindo. É a favela, a periferia, o povo expropriado. A discriminação é bem maior!
E, apesar de toda repressão e discriminação elas estão aí, falando para toda a comunidade, ganhando audiência e credibilidade, prestando os serviços jamais prestados pelas concessionárias comerciais. São elas que ajudam o povo a se organizar, levando a informação de maior interesse da comunidade, mobilizando a sociedade para ações locais, resolvendo problemas que, muitas vezes, deveriam ser resolvidos pelo estado.
São tratadas como coisa criminosa, mas são as mais procuradas pelos órgãos públicos para que prestem serviços gratuitos, o que fazem, com prazer. São, constantemente, visitadas por governantes e, principalmente por políticos em época de campanha. Todos querem tirar uma casquinha das "clandestinas": presidente, governador, prefeito, deputado, todo mundo que ficar bem na foto na hora da campanha, depois...
É para sentir vergonha de uma imprensa e de governos que se prestam a isso, não?
Tião Santos
Radialista e ex-presidente da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
| Kellen Caroline Santos |
| Aluna do 6º período do curso de jornalismo do Centro Universitário Newton Paiva |
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| Flávia de Almeida Viveiros de Castro, juíza de Direito no Rio de Janeiro, doutora pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre pela PUC - Rio, autora dos livros Interpretação constitucional e prestação jurisdicional e Poder Judiciário na virada do século |
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Resumindo, o Hip-Hop é um movimento sócio-político-cultural vindo das camadas ditas mais baixas da sociedade e possui cinco elementos. São eles:
Muitos não sabem, mas este movimento já salvou muita gente por aí, em todas as periferias do País. Hoje, o Hip-Hop está em todos os cantos do Brasil. Do Parthenon, em Porto Alegre tchê, ao Alto José do Pinho em Recife, é rochedo. Das quebradas de Sampa, mano, aos morros do Rio de Janeiro, cumpadi, as oficinas se multiplicam, muitas vezes sem estrutura ou ajuda e, mesmo assim, os grupos se fazem ouvir por meio de rádios comunitárias, shows beneficentes, palestras e oficinas. O Hip-Hop tem feito a diferença, e, em meu nome e de muitos que foram salvos assim como eu, afirmo aqui que realmente o Hip-Hop salva. Este movimento trouxe ao jovem da periferia uma auto-estima muito grande, principalmente ao jovem negro, e acabou virando o grande porta-voz da periferia.
Há mais de 10 anos dedico parte do meu tempo a projetos sociais, desenvolvendo oficinas, conversando com os jovens sobre o conteúdo das letras e as mensagens existentes nelas. Percebo que essa filosofia de vida atinge plenamente os objetivos da educação e da cultura, pois por meio do lazer, veio o conhecimento e a conscientização. No Hip-Hop temos vários exemplos disso, mas eu gostaria de citar apenas um deles: SABOTAGE. Um jovem que viveu no limite entre a paz e a guerra e que passou de traficante a um dos maiores rappers do Brasil. Infelizmente teve sua trajetória interrompida no auge da carreira. Como ele, outros vários podem surgir, não só fazendo rap, mas em qualquer posição do mercado de trabalho. Essa é a mensagem do Hip-Hop: mostrar aos jovens pobres e aos jovens negros que eles também podem ser vencedores. E é por isso que nos chamamos de guerreiros e guerreiras. Essa é a nossa luta: criar oportunidade para o nosso povo. Esse é nosso resgate. Foi a salvação para mim e pode ser para os outros. Graças a Deus! Até o mês que vem. Fui!!! Paz a todos! *Os textos publicados na área Colunistas são de responsabilidade dos autores e não exprimem necessariamente a visão do portal Pró-menino. Os comentários a respeito dos textos do colunista Rappin Hood serão, excepcionalmente, encaminhados diretamente ao autor, que responderá conforme disponibilidade pessoal.
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| Miguel Arantes Normanha Filho - Coordenador de administração da UniBrasil |
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| Sérgio Rodrigo Reis |
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| Flávia Ayer |
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