A questão terrível: uma UPP para a Polícia do RJ





Escrito por Leo Lince

O primeiro samba gravado já acusava a existência do problema: "o chefe da polícia pelo telefone mandou me avisar/que na Carioca tem uma roleta para se jogar". "Pelo Telefone" sempre foi objeto de muitas controvérsias (autoria, se era samba ou não, se foi mesmo o primeiro gravado), mas a veracidade do seu refrão atravessou o século e se reafirma agora, vésperas do carnaval, na crise desencadeada pela "Operação Guilhotina".

A questão terrível, a malha de cumplicidade entre o crime e a polícia, é uma fonte inesgotável de violência. Embora não pareça, dela decorre de maneira direta um cortejo de horrores, que vão da brutalidade diária do comportamento policial até as chacinas em seqüência, vazadouros da demência de uma política equivocada. Além dos achaques e "acertos" que liquidam a reputação da polícia. Quando a "dura e muito escura viatura" é um caveirão que vocifera brutalidades, o compositor popular recomenda chamar o ladrão.

Vigário Geral, 1993, 21 mortos e comoção nacional. Os jornais da época estamparam na primeira página a fotografia dos cadáveres enfileirados na beira da linha do trem. Idosos, jovens, mulheres e crianças, chacinados numa única noite por um grupo de extermínio composto por policiais. Naquela ocasião, um líder comunitário local que teve o filho assassinado fez uma declaração de larga repercussão: "eu sei que existem policiais honestos, mas eu não sei onde estão".

No primeiro bombardeio ao Complexo do Alemão, em 2007, o jornal do sistema "Globo" cuidou de exaltar um modelo de policial na "guerra contra o crime organizado". Uma foto enorme na primeira página, relógio de grife, entre baforadas de charuto cubano, mostrou aquele que, segundo o jornal, "tem tudo para se tornar o símbolo da guerra não convencional que já soma 44 mortos, 19 num só dia: o Inspetor Trovão". Vocação de guerreiro que aspira lutar no Iraque, ou em Gaza, e se exercita na prática do "tiro ao pato" nos becos da favela. Vaidoso, tênis de marca, farda diferenciada, capacete e visual de filme americano, ele pousa entre cadáveres espalhados. Um herói da luta contra o crime!

Passado o entrevero, os traficantes continuaram a dominar o Complexo do Alemão. Os barões da droga, seus financistas, os fornecedores de armas, todos ficaram longe da linha de tiro. Uma condição que determina a inevitável reposição de peças no varejo do negócio biliardário. Até se fortaleceram pelo que se viu no segundo bombardeio, aquela operação espetacular do final do ano passado que, a acreditar na grande mídia, foi o dia D, início da vitória definitiva contra o crime organizado. Aliás, o número real de mortos nesta operação ainda é uma incógnita. Muitas vezes, a cobertura espetacular em tempo real manipula mais do que informa.

Pois bem, o Inspetor Trovão estava lá. E, pelo que começa a se definir nas escutas da Operação Guilhotina, estava "garimpando" dinheiro, droga e armas para repassar para outros traficantes de áreas mais tranqüilas. Ganhar muito dinheiro e, na certa, exercitar mais uma vez o "tiro ao pato". O herói da luta contra o crime da primeira página de "O Globo" agora está preso, entre outros, como o delegado que foi braço direito do Chefe da Polícia e transitou para o comando do Choque de Ordem da prefeitura do Rio. Afinidades eletivas, atividades afins.

O mito de que a banda podre da polícia é mais eficiente no combate ao crime é uma construção política. Está ancorado na concepção de segurança pública que ainda vigora entre nós, amplamente respaldada pelos interesses dominantes. Daí porque os chamados "homens de ouro", os "justiceiros" e, hoje, os milicianos, buscam na cena pública a condição ostensiva de pilares do choque de ordem.

Não é por acaso que o ex-prefeito Cesar Maia definiu a milícia como autodefesa comunitária. Assim como não é casual que o prefeito Eduardo Paes e o governador Cabral tenham feito campanha ao lado dos milicianos. A truculência contra os tiranetes do varejo do tráfico rende popularidade, e não compromete a malha de cumplicidades que espalha seus tentáculos pelos vários aparatos do poder.

A Operação Guilhotina coloca na ordem do dia, mais uma vez, a questão terrível. Hélio Luz, que combinava a peculiar condição de delegado de polícia e militante de esquerda, tratou do tema com a devida radicalidade. Na condição de chefe da polícia, onde entrou e saiu limpo e respeitado, ele definiu com destemor e para o espanto geral: o cerne do crime organizado está na polícia. Os tiranetes do varejo devem ser combatidos sem tréguas, mas são tiranetes do varejo. Sem a mediação da banda podre da polícia, e os vínculos desta com a banda podre da política, não se articula o varejo e o atacado do negócio biliardário de drogas e armas.

Enfim, só haverá política de segurança pública digna deste nome quando houver condições políticas para atacar de frente a questão terrível.

Léo Lince é sociólogo.

Tambolelê

O grupo mineiro Tambolelê, essencialmente de percussão, com ritmos afro-mineiros, está completando 15 anos de história, arte e solidariedade. Para comemorar a data, o conjunto fará uma apresentação especial no dia 17 de fevereiro, às 21h, no Mercado das Borboletas (Av. Olegário Maciel, 742 | Centro). O show contará com um convidado especial, o multi-músico Maurício Tizumba e a participação do Bloco Oficina Tambolelê. A noite contará também com a discotecagem do DJ César Coelho. Esta apresentação faz parte da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança e de um projeto mantido pela TIM, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Formado pelos percussionistas Santonne Lobato, Geovane Sassá e Sérgio Pererê, o Tambolelê promete agitar a noite com o ritmo forte e vibrante dos tambores que já se apresentaram em diversos países. Tendo como foco central a emoção, o grupo sempre leva ao palco, além de muito entusiasmo, a magia dos elementos das congadas e uma mistura de ritmos ancestrais com pitadas de sons contemporâneos, como blues, rock'n roll, funk e black music. No dia 17/2 o Tambolelê faz um apanhado do que foi mais representativo nesta caminhada de 15 anos e apresenta canções inéditas como, “Velho de Coroa”, "Coração de Marujo” ao lado de outras bastante conhecidas do público, como: “Ondequê”, “Costura da Vida” e “Estrela Natal”

Neste show, além dos tambores e das vozes do trio, estarão no palco Acauan Rane (guitarra), Aloísio Horta (violão) e Daniel Guedes (percussão).

O que se ouvirá é um som novo, que passeia com competência entre claras inspirações de raízes, do pop e, ao mesmo tempo, da música erudita. Paixão, cores e cheiros fazem parte de um show em que o público poderá curtir uma boa música, dançar ao som dos batuques, apreciar um espetáculo cênico-musical e se conectar com o universo da cultura afro-mineira.

Em suas apresentações, o grupo conta com diversos tipos de instrumentos, como caixa de folia e de bateria; pandeiro; bumbo; tacos; atabaque, pandeirão e os inusitados djembés; tama; patangome; xequerê; caxixi e cowbels. E para o Tambolelê vale tudo, até improvisar com panelas e bandeja de inox; latas e até unhas de capivara. Para o público, será um espetáculo emocionante e surpreendente.

Subcomandante Marcos rompe silêncio e questiona guerra ao narcotráfico


AFP - Agence France-Presse


O subcomandante Marcos, líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), questionou a chamada guerra ao narcotráfico no México, que, segundo ele, só alimenta o orçamento bélico e favorece a indústria militar dos Estados Unidos, em uma carta pública com a qual rompeu um prolongado silêncio. "Desta guerra não resultam apenas milhares de mortos e importantes ganhos econômicos. Também, e sobretudo, vai resultar uma nação destruída, despovoada, irremediavelmente quebrada", advertiu em carta de nove páginas com a qual inicia uma troca de correspondências com o filósofo mexicano Luis Villoro.

No texto, o chefe do EZLN retoma o tom reflexivo e irônico de suas comunicações, silenciadas desde janeiro de 2009, última ocasião em que apareceu.

O subcomandante apontou, ainda, os Estados Unidos como beneficiário da estratégia militar lançada pelo presidente Felipe Calderón, em dezembro de 2006, para combater os cartéis das drogas com a participação de 50.000 soldados e que desde então deixaram mais de 34.600 mortos.

Marcos questionou, ainda, o número de mortos divulgado pelo governo na ofensiva contra os cartéis. "Destes 34.612 assassinados, quantos eram delinquentes? E os mais de mil meninos e meninas assassinados, também eram pistoleiros do crime organizado? Quando no governo federal se proclama, 'estamos ganhando', a qual cartel das drogas se referem? Quantas dezenas de milhares mais fazem parte desta 'ridícula minoria' que é o inimigo a vencer?", questionou.

Desde 2009, Marcos não publica mensagens e o EZLN só se pronunciou em janeiro passado para expressar suas condolências pela morte do bispo emérito Samuel Ruiz, que por anos foi o titular da diocese de San Cristóbal de las Casas, na região de influência deste movimento no estado de Chiapas (sul).

O EZLN tomou armas neste estado fronteiriço com a Guatemala e de predominante população indígena e camponesa em 1º de janeiro de 1994, justamente quando entrava em vigor o Tratado de Livre Comércio firmado pelo México com os Estados Unidos e o Canadá.

A Ideologia







Brasil De Fato - 100211_ideologia [Leandro Konder] Sem a ideologia, tendemos a atrofiar e empobrecer nossa relação conosco mesmos.
A ideologia, como sabemos, é uma distorção no conhecimento do outro. Minha mente, conforme sustentam pensadores dogmáticos, não distorce nenhuma apreensão da realidade.

O que eu vejo é o que todo mundo devia estar vendo. O que eu ouço é o que os outros deviam estar ouvindo. Não preciso mudar nada no meu conhecimento da realidade.

Os antigos romanos criaram a palavra alter, que em português passou a significar outro. Se formos fiéis à história dessa palavra, veremos que o termo original já nos diz com clareza que só podemos conhecer de fato o outro, alterando-o. Quer dizer: para entender o que é diferente, é necessário ir ao outro. Viver a aventura de se modificar.

Nós, neste valente semanário, que é o Brasil de Fato, reunimos e transformamos realidades empíricas que precisamos usar contra as mentiras contadas pelos nossos inimigos. Evitamos, porém, alimentar a ilusão de que vamos convencê-los.

Não sei da existência de nenhum banqueiro, de nenhum latifundiário, de nenhum milionário, que se ponha realmente à disposição dos grandes movimentos sociais. Eles alegarão que estão sempre sob a pressão plebeia, cercados por adversários implacáveis; dirão que, se não se defenderem, com energia acabarão tendo seus bens confiscados e, eventualmente, suas vidas tolhidas.

A força de Marx está no fato de ele ter mostrado como a história humana tem se realizado através das duas coisas: de um lado, o desenvolvimento econômico, o avanço tecnológico, o “progresso”. De outro, a divisão que os privilegiados mantêm a qualquer custo, reprimindo os movimentos dos de “baixo”.

Nesse segundo sentido, a educação que a burguesia organizou e proporciona ao povo ensina os trabalhadores a repetir velhos preconceitos e acaba desmoralizando a própria ideologia.

Nas discussões a respeito das inevitáveis distorções ideológicas, aparecem sempre alguns “mussolinis” que proclamam desavergonhadamente o assassinato da verdade pela ideologia. Para proteger o caroço de verdade que a ideologia possui (ao lado da mentira), a esquerda teve o mérito de inspirar um poeta/cantor brasileiro – Cazuza – que reivindicou para ele e seus camaradas a liberdade de possuir sua própria ideologia (Ideologia, eu quero uma pra viver...).

Em Marx, a atitude em face da ideologia é afrontosamente negativa. O poeta Cazuza, entretanto, dispõem-se a enfrentar a confusão ideológica dos seus inimigos (e, se for o caso, também de alguns amigos).

Marx e Cazuza se dão conta, por diferentes caminhos, do uso da distorção ideológica e tratam de combatê-la. Para o filósofo alemão, ideologia é uma categoria que diminui muito a credibilidade do conceito. Marx sustenta que a chave da ideologia está no fato de que a burguesia explora o trabalhador, deixando oculta a chamada mais valia.

Cazuza é menos “radical”. Seu canto o mostra plenamente inserido na realidade, mas sem se comprometer com as categorias do pensamento teórico-político. Seus heróis “morreram de overdose” e seus inimigos estão no poder. Por isso, ele canta: “ideologia, eu quero uma pra viver”.

Atualmente, o que se vê é a presença do pensamento conservador pragmático que desfaz as críticas que lhe são feitas em nome de critérios exclusivamente utilitários e deixa de lado a análise critica dos fenômenos ideológicos. Para a superação da ideologia, é imprescindível abrir espaço no pensamento para a autocrítica. Não uma lenga-lenga que finge ser autocrítica, contudo é apenas o autoelogio de intelectuais a serviço da burguesia.

Sem autocrítica, é impossível aprofundar nossas ideias a respeito da ideologia. Sem a ideologia, tendemos a atrofiar e empobrecer nossa relação conosco mesmos.

Temos manifestado falhas e deficiências no nosso trabalho teórico. O que nos consola é o fato de a burguesia não ter resolvido nenhum dos problemas que ela vem enfrentando nas últimas décadas.

Leandro Konder é colunista semanal do Brasil de Fato.

Mais Algumas Reflexões sobre as Prisões


Robson Sávio

Dados do Sistema Nacional de Informação Penitenciária do Ministério da Justiça (InfoPen) mostram que de um total de 498 mil presos no Brasil, 26% são jovens entre 18 e 24 anos. Conforme levantamento do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, as forças-tarefa das Defensorias Públicas confirmaram um alto índice de reincidência por parte de egressos do sistema prisional. Os 52 mutirões carcerários feitos no Brasil nos últimos dois anos confirmaram que entre 60% e 70% dos presos voltam a cometer crimes ou delitos após cumprirem pena. Já o custo médio de um preso no Brasil gira em torno de R$ 1.500,00 per capita por mês.

As denúncias de superlotação, maus tratos, tortura e corrupção nas prisões brasileiras são recorrentes. Organizações nacionais e internacionais de defesa de direitos têm registrado todo o tipo de violência e arbitrariedade nas prisões, o que nos remete ao processo de modernização da Justiça brasileira que tem, como grande desafio na área prisional, a expansão da assistência jurídica a todos os presos, sejam eles provisórios ou condenados.

Um exemplo: conforme pode-se ver relatado no site do Ministério da Justiça, "a mobilização da Justiça brasiliense, em julho do ano passado, identificou que cerca de 25% dos detentos do sistema prisional do DF estavam presos ilegalmente. A partir da análise de 8126 processos, 300 presos foram libertados e outros 1734 receberam benefícios como a progressão de regime. Por exemplo, do regime fechado para o semiaberto".

Há uma idéia de que a prisão é o único remédio para o enfrentamento do crime. Mas quem são os presos brasileiros? Além de muito jovens, são geralmente pobres (ricos conseguem bons advogados, que com as artimanhas da legislação atual e caduca, conseguem verdadeiros malabarismos nos processos judiciais). A maioria praticou crimes contra o patrimônio (furto, roubo). Nem sempre, são os homicidas, perigosos, que estão superlotando as prisões.

Com baixíssima eficiência, ou seja, relação de custo e benefício vergonhosa, e baixíssima efetividade, ou seja, o sistema prisional pouco recupera (devido ao alto índice de reincidência), as prisões brasileiras respondem pela terceira maior população de presos do mundo.

Sempre quando há uma comoção social - derivada de algum crime com grande repercussão -, parte da opinião pública, da mídia e muitos políticos recorrem ao argumento do endurecimento das leis e aumento das prisões. Será esta a única solução?

O sistema prisional deveria ser recurso extraordinário, a ser utilizado para criminosos que oferecem risco social. Para outros crimes, penas como a expropriação dos bens do infrator, prestação de serviços comunitários (com rigoroso acompanhamento da Justiça), pagamento de altas multas por danos causados, etc, poderiam ser muito mais efetivas.

Mas as prisões não devem ser um "mal negócio". No Brasil existem tentativas de privatização do sistema prisional. Se isto ocorre, valerá a ótica do mercado: para manterem-se lucrativas, as prisões deverão estar sempre cheias. Como mantê-las assim? Prendendo cada vez mais. Nos Estados Unidos, por exemplo, já existem quase três milhões de presos. Lá a história começou assim: além dos criminosos que oferecem risco social (e devem estar presos), começaram a criar várias legislações criminalizadoras. Então, quem foge a um certo padrão social corre sérios riscos de passar uma temporada nas prisões (negros, pobres, imigrantes, e aqueles catalogados como "os suspeitos", povam as penitenciárias de vários estados americanos).

Quem, na sua opinião, deveria ir para as prisões, no Brasil?

http://www.dzai.com.br/robsonsavio/blog/conversandodireito

Grafiteiro Juneca mostra releitura de suas obras em bar-contêiner


MAYRA MALDJIAN
DE SÃO PAULO

"A primeira coisa que um moleque faz quando entra na escola é aprender a escrever o próprio nome. Não é muito diferente quando se pega um spray na mão pela primeira vez". Foi assim que Oswaldo Campos Junior, 39, mais conhecido como Juneca, começou a pichar os muros da cidade lá nos anos 80.

Artista plástico formado e grafiteiro respeitado, Juneca ganhou uma exposição no projeto n.a.u. (Núcleo de Arte Urbana), idealizado pelos proprietários do nBox, um bar itinerante feito dentro de dois contêineres marítimos em São Paulo.

"A minha marca começou a chamar a atenção e deixar as pessoas curiosas", conta. "Até a Hebe Camargo queria saber quem era o tal Juneca. Mas também fui perseguido pelo Jânio Quadros". Prefeito na época, Jânio chegou a publicar no Diário Oficial do Município a frase "Juneca vai pichar a cadeia".

Apesar da despretensão, Juneca sabia que estava fazendo história. Prova disso é a área da exposição dedicada aos recortes de jornais e vídeos de entrevistas que ele coleciona desde quando ainda era uma lenda urbana. "Não existia essa coisa de cultura urbana na época; o concreto era limpo".

Hoje, o paulistano da zona sul não picha mais. "A pichação poderia ter um direcionamento melhor", avalia. "Tem coisas legais que os adolescentes postam no Twitter, por exemplo, que poderiam ser escritas como picho. Sacadas boas, qualquer coisa que dê o recado".

Quando parou de pichar, ainda na década de 80, passou a fazer releituras de personagens de histórias em quadrinhos, como o Batman.

Na mostra do n.a.u., Juneca resgata uma de suas séries mais famosas, com retratos de rappers como 2Pac e de personalidades como Marilyn Monroe. São oito telas dispostas no segundo andar do bar-contêiner.

Essa retrospectiva também marca um novo começo na vida do grafiteiro. Ele viajou pelo mundo em busca de referências para reciclar sua arte, que já foi parar nas paredes das primeiras mostras de arte urbana do MIS (Museu da Imagem e do Som) e do Masp, em São Paulo. Ele também já expôs na França e na Espanha.

Em breve, pretende retomar o trabalho social com jovens carentes, uma de suas principais atividades desde a década de 90. "Eu procuro ensinar mais do que técnicas do grafite. Nas aulas, falo de cidadania. É uma forma de aquele jovem descobrir e desenvolver qualquer outra aptidão cultural", explica.

Para quem se interessa pelo grafite, Juneca dá as dicas: "Procure pesquisar, o mais importante é o conhecimento. Para evitar contratempos, se você não tem muita experiência, procure conversar com o dono do muro antes, explique que vai deixar o espaço muito mais bonito".

"JUNECA: UM NOME QUE VIROU ARTE"
ONDE: nBox (av. São Gabriel, 600, São Paulo, tel. 0/xx/11/7826-4789)
QUANDO: segunda a sábado, das 20h à 1h (até 5/2).
QUANTO: 1 kg de alimento não perecível ou roupas, que serão doados às vítimas das chuvas no Rio. Se quiser consumir no bar, será cobrada entrada (R$ 30 mulher e R$ 50 homem)
CLASSIFICAÇÃO: 18 anos (menores entram acompanhados dos pais)


Greg Salibian/Divulgação
Grafiteiro Juneca expõe releituras de suas obras no bar-contêiner
Grafiteiro Juneca expõe releituras de suas obras no bar-contêiner

Greg Salibian/Divulgação
Grafiteiro Juneca expõe releituras de suas obras no bar-contêiner
Recortes de jornal e entrevistas à televisão compõem um dos ambientes da mostra

Amamentar Não Custa Nada

Amamentar não custa nada precisa apenas de paciência.

E você terá grandes benefícios para você e ao seu bebe.
Considerado o melhor alimento para o bebe, o leite humano e rico em minerais e vitaminas indo muito alem,diminui as possibilidades de contrair infecções e alergias.

Marcelo D2 quer apresentar Bezerra da Silva à ‘molecada’


Créditos: Divulgação
Se tem um artista em que o rapper e ex-vocalista do Planet Hemp, Marcelo D2, pode se considerar especialista é o sambista Bezerra da Silva. Tanto que trocou o flow do hip hop pelo partido alto em seu novo álbum, uma homenagem ao cantor pernambucano que se transformou em ícone da malandragem carioca.

Carnaval: família preserva arte de criar tambor


Cezar Romero, do A TARDE

Quando o Filhos de Gandhy passa pela avenida, o cheiro de alfazema deixado no ar, o som do agogô e o toque da percussão fazem o coração do público vibrar no ritmo dos tambores e atabaques do afoxé. No meio daquele tapete azul e branco, o coração de dois associados bate ainda de forma mais especial: Jailson de Jesus e seu filho, Jailson Júnior, sentem-se orgulhosos por produzirem, artesanalmente, muitos daqueles instrumentos percussivos.

Em casa, na Baixa do Fiscal, Antônio de Jesus, 85 anos, orgulha-se mais ainda. Foi ele quem ensinou ao seu filho e ao seu neto a profissão de tanoeiro, nome que se dá à arte que permite a fabricação das peças musicais.



Há 71 anos nesta labuta, a batida que ele vem ensinando não tem preocupação com a melodia. “Aqui todos sabem fazer, mas nenhum sabe tocar”, diz seu Antônio. O som que importa vem dos martelos, dos tornos e das ferramentas utilizadas na confecção dos instrumentos.
Hoje, são três gerações no mesmo toque: seu Antônio; Jailton, 40; Júnior, 15; e Jailson de Jesus, 41, outro filho da marcenaria. “Desde a barriga de minha mãe eu conheço isso aqui”, brinca Jailton, que é mais conhecido como Jau.

Herança - No que depender desta família, a herança percussiva está garantida. Além deles, quatro das cinco marcenarias da rua têm origem associada ao velho tanoeiro. “Ele é o pai dos mestres”, salienta Adelson Santana, 36, há 14 anos no ofício.

Para o coordenador de bateria do Filhos de Gandhy, João Paulo dos Santos, 26, os instrumentos feitos pela família de seu Antônio dão um banho nos industrializados. “Tenho atabaques feitos na oficina dele que já têm 20 anos na bateria da gente. A madeira é de qualidade superior e o ferro é maciço. Não se compara aos outros”, analisa o percussionista.

Além da magia que sentem por produzirem o som que muitos bandas e blocos executam no Carnaval, a família vibrou quando o menino Kainã Vinicius, baiano, encantou o Maracanã regendo mais de mil ritmistas das escolas de samba cariocas, na abertura do Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007. O atabaque tocado por ele foi produzido na marcenaria. “Foi a maior alegria de minha vida. Nunca senti tanto orgulho dos atabaques que eu produzo. Pense aí como é massa saber que seu trabalho está sendo transmitido pela TV e visto, praticamente, pelo mundo todo”, destaca Jau.

Apesar de muitos anos nesta lida, a marcenaria ainda tem uma administração que precisa ser mais rentável . Sem querer revelar o total dos produtos vendidos, afirmando que realmente não têm noção desse número, os artistas afirmam que é a partir do verão que as vendas são ampliadas de uma forma mais significativa.

“Vendemos também para terreiros de candomblé, para outros grupos de afoxé e para muitas pessoas que gostam de fazer um som legal”, frisou Jailson, garantido que, se depender da família, o coração do Carnaval de Salvador baterá para sempre.

ALTERNATIVO E ARTESANAL

FOTO: ARQUIVO PESSOAL
Em tempos de crise da indústria fonográfica, o mineiro Em tempos de crise da indústria fonográfica, o mineiro Oldair Costa, de 46 anos, aliou-se ao meio ambiente para divulgar seu trabalho de forma alternativa. Além de gravar seus CDs em casa, o músico confecciona à mão as capas de seus discos. O material usado é simples: papelão que ele recolhe na rua, cola, canetas de desenho e imaginação solta. Além disso, o músico ainda reforça a bandeira ecológica distribuindo sementes de pau-brasil no seu cartão de visitas. Conheça mais no site: www.oldaircosta.com.

Notificar violência doméstica e sexual passa a ser obrigatório



DA AGÊNCIA BRASIL

A partir desta quarta-feira, os profissionais de saúde e de estabelecimentos públicos de ensino estão obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais de Saúde sobre qualquer caso de violência doméstica ou sexual que atenderem ou identificarem.


A obrigatoriedade consta da Portaria nº 104 do Ministério da Saúde, publicada hoje, no "Diário Oficial da União" --texto legal com o qual o ministério amplia a relação de doenças e agravos de notificação obrigatória.

Atualizada pela última vez em setembro de 2010, a LNC (Lista de Notificação Compulsória) é composta por doenças, agravos e eventos selecionados de acordo com critérios de magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle e compromissos internacionais com programas de erradicação, entre outros fatores.

Com a inclusão dos casos de violência doméstica, sexual e outras formas de violência, a relação passa a contar com 45 itens. Embora não trate especificamente da violência contra as mulheres, o texto automaticamente remete a casos de estupro e agressão física, dos quais elas são as maiores vítimas. A Lei 10.778, de 2003, no entanto, já estabelecia a obrigatoriedade de notificação de casos de violência contra mulheres atendidas em serviços de saúde públicos ou privados.

Segundo o Ministério da Saúde, a atualização da lista ocorre por causa de mudanças no perfil epidemiológico e do surgimento de novas doenças e também da descoberta de novas técnicas para monitoramento das já existentes, cujo registro adequado permite um melhor controle epidemiológico. Na última atualização haviam sido acrescentados à lista os acidentes com animais peçonhentos, atendimento antirrábico, intoxicações por substâncias químicas e síndrome do corrimento uretral masculino.


PRIVACIDADE

O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Marcos Gutemberg Fialho da Costa, destaca que as notificações de doenças e agravos sempre incluem o nome do paciente e que a responsabilidade pela preservação da privacidade das vítimas de violência será das secretarias de Saúde e dos responsáveis pelo Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

Ginecologista, Fialho confirma que, até hoje, os médicos e profissionais de saúde só denunciavam os casos de violência com a concordância dos pacientes, a não ser em casos envolvendo crianças e adolescentes, quando, na maioria das vezes, o Conselho Tutelar era acionado.

Para o médico, a inclusão da agressão à integridade física na lista de notificações obrigatórias é um avanço, mas o texto terá que ficar muito claro, já que o tema violência contra a mulher ainda suscita muita polêmica, e cada profissional terá que usar de bom senso, analisando caso a caso, para não cometer injustiças e também não se sujeitar a sofrer processos administrativo e disciplinar.

Responsável pelas delegacias da Mulher de todo o estado de São Paulo, a delegada Márcia Salgado acredita que a notificação obrigatória dos casos de violência, principalmente sexual, vai possibilitar o acesso das autoridades responsáveis por ações de combate à violência contra a mulher a números mais realistas do problema. De acordo com ela, os casos de agressão contra a mulher não tinham que ser obrigatoriamente notificados à autoridade policial.

"A lei determina que cabe à vítima ou ao seu representante legal tomar a iniciativa de comunicar a polícia. No momento em que isso passa a ser de notificação compulsória e a equipe médica tem que informar a autoridade de Saúde, fica mais fácil termos um número mais próximo da realidade", disse a delegada à Agência Brasil, destacando a importância de que a privacidade das vítimas de violência, principalmente sexual, seja preservada.

Ato de ministra da Cultura provoca polêmica na internet


A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, provocou sua primeira polêmica pública, que se tornou visível no Twitter e em vários blogs. As manifestações decorrem da decisão da ministra de retirar do site do Ministério da Cultura as licenças Creative Commons (CC). A medida foi interpretada por militantes do compartilhamento digital como uma adesão às teses mais conservadoras do direito autoral no país.

O Creative Commons --iniciativa de uma fundação norte-americana-- é um sistema de gestão de direitos autorais alternativo ao tradicional copyright. O MinC havia aderido a esse sistema na gestão Lula, quando a pasta foi comandada por Gilberto Gil (2003-2008) e, em seguida, por Juca Ferreira.

Historicamente, Ana é defensora do modo de arrecadação por meio do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), o que a opõe frontalmente ao projeto de renovação do marco legal do setor que está no Congresso.

No sábado, o Ministério da Cultura emitiu uma nota lacônica de esclarecimento, na qual limita-se a dizer que "a retirada da referência ao Creative Commons da página principal do Ministério da Cultura se deu porque a legislação brasileira permite a liberação de conteúdo". A seguir, o texto dizia que isso não impedia que o Creative Commons ou outras formas de licenciamento sejam utilizados pelos interessados: "Não há necessidade de o ministério dar destaque a uma iniciativa específica".

A própria ministra, questionada sobre a decisão, reafirmou o conteúdo da nota. "A Constituição permite que o autor libere seus direitos. Só achei inadequado que tivesse esse logo no site", afirmou Hollanda em breve conversa com jornalistas ontem à tarde, enquanto acompanhava a reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade, na capital paulista.

Ela garantiu que quem utilizava conteúdo ligado ao Ministério através do Creative Commons pode continuar utilizando. "O dono da obra, o autor, escolhe qual a forma para ceder ou não sua obra. Pode liberar sem custos, permitir para um uso específico. Isso depende do autor e ninguém vai ser impedido de usar. Quem usava vai continuar usando, sem problema nenhum."

Perguntada se ela representa interesses do Ecad, a ministra negou. "Eu não represento interesses do Ecad. O Ecad existe, existe uma representação nele que passa pelo Gilberto Gil, por mim, Caetano, Chico, Pixinguinha, Cartola. Todo mundo tem que entrar em alguma associação para poder receber, e essas associações juntas formam o escritório central. Pessoalmente eu sou uma cantora e compositora e obrigatoriamente tenho que estar em alguma associação."

Visão comercial

Para alguns, as declarações da ministra não afastam de sua decisão a sinalização política que pode fortalecer os setores que enxergam a internet apenas como mais um veículo de comunicação e fonte de lucros e resistem a aderir à nova visão de democratização dos conteúdos publicados na rede.

Diversos sites de direitos livres, do Brasil e do Exterior, organizaram protestos. Endereçaram mensagens para a ministra Ana de Hollanda e seu principal colaborador, Antonio Grassi, presidente da Fundação Nacional de Artes. Muitos demonstravam desapontamento com a decisão, que consideram que faz regredir a discussão sobre o software livre e os direitos de reprodução na rede.

Os manifestantes lembram que a própria ministra, em seu site pessoal, disponibiliza vídeos de músicas para as quais não tem autorização, de forma não comercial.

Em 2004, Gil se tornou o primeiro compositor brasileiro a ceder direitos de uma canção à licença. O governo federal passou a utilizar maciçamente as licenças – o próprio Blog do Planalto é licenciado dessa forma.

Protestos na rede

No Twitter Creative Commons, o advogado americano Lawrence Lessig lembrou que, há um ano, a então candidata a presidente Dilma Rousseff esteve com ele durante a Campus Party e manifestou simpatia pela causa do copyleft.

Ronaldo Lemos, diretor do centro que gerencia o Creative Commons, da Fundação Getúlio Vargas, viu uma decisão "política" no caso. "A visão da ministra, pela remoção do Creative Commons, e pelo que disse em seu discurso de posse, é a visão das entidades arrecadadoras, é a visão do Ecad", afirmou.

O sociólogo Sergio Amadeu, conhecido pela defesa do software livre, também publicou artigo questionando a decisão do MinC. Segundo ele, no mesmo dia que a ministra Ana de Hollanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a ministra do Planejamento, Miriam Belquior, publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. "É indiscutível o descompasso que a ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma", afirmou Amadeu em artigo publicado no site Carta Maior.

No texto, ele diz ainda que "os defensores da indústria de intermediação e advogados do Ecad lançam um ataque à política de compartilhamento de conhecimento e bens culturais lançada pelo presidente Lula. Na sua jornada contra a criatividade e em defesa dos velhos esquemas de controle da cultura, chegam aos absurdos da desinformação ou da mentira".

O jornalista Renato Rovai, editor da revista Fórum, foi na mesma linha. Acusou a ministra de lançar "uma ofensiva contra a liberdade do conhecimento". "A decisao da ministra é pavorosa porque, entre outras coisas, rasga um compromisso de campanha da candidata Dilma Roussef. O site de sua campanha foi publicado em Creative Commons o que denotava compromisso com esse formato", lembra Rovai em artigo publicado no site Novae.

Para ele, o fato de o MinC deixar de licenciar o seu site em Creative Commons foi um ato político. "Uma declaração de que há uma nova postura no ministério em relação ao debate dos direitos autorais".

Já o jornalista Luis Nassif preferiu adotar um tom mais moderado. E em artigo no site Brasilianas ponderou: "No fundo, a discussão revelou um enorme desencontro de informações. Tanto no MinC quanto nos defensores do Creative Commons há a preocupação de preservar o direito do autor, seja escritor, compositor, instrumentista, cantor. Mas há uma realidade mais forte que se impõe, que é a maneira como a indústria cultural irá se desenvolver no novo ambiente virtual. Esse é o grande desafio deste e dos próximos governos".

"Ato soberano"

Um dos poucos que saiu em defesa da ministra foi o jornalista Pedro Ayres, do blog Crônicas e Críticas da América Latina. Ele argumenta que "romper com o CC foi um ato soberano e de profunda autonomia ante o servilismo do colonizado de alguns, principalmente porque em nada afeta a liberdade de criação dos autores brasileiros". Segundo Ayres, "só mesmo um ridículo pequeno-burguês pode ver ameaça onde apenas existe o resguardo dos legítimos direitos dos autores nacionais".

Da redação,
com agências

Catador retratado no filme que disputa Oscar é parceiro do MDS


Vik Muniz
Sebastião Carlos dos Santos

O catador Sebastião Carlos dos Santos serviu de modelo para a fotografia que depois foi transformada em obra de Vik Muniz e que ilustra o cartaz do filme "Lixo Extraordinário"




Um dos protagonistas de Lixo Extraordinário, que disputa o prêmio de melhor documentário no Oscar, é Sebastião dos Santos. “Posso dizer com muita alegria que o MDS faz parte de todos os aspectos da minha vida”, garante Tião, que, além de beneficiário do Bolsa Família e presidente da Cooperativa de Catadores de Gramacho, representa o Rio de Janeiro no Movimento Nacional dos Catadores e no Comitê Interministerial criado pelo Governo Federal para dar atenção a quem trabalha com a reciclagem.

Tão extraordinário quanto o lixo é o trabalho de mais de 800 mil catadores em todo o Brasil. Foi pensando nas comoventes trajetórias de vida de uma classe considerada por muitos como “invisível” que o artista plástico Vik Muniz inspirou o filme Lixo extraordinário, que concorre, em 27 de fevereiro, ao Oscar de melhor documentário.

Ao recontar diversas histórias de vida por meio de painéis montados com lixo, o artista apresenta Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, protagonista do filme. Representante da bancada fluminense no Movimento Nacional dos Catadores, Tião ocupa atualmente o posto de presidente da Cooperativa de Catadores de Gramacho, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, considerado um dos maiores lixões do planeta e onde foi rodado o filme.

A história de Tião se cruza com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) muito antes dos minutos de fama nas telas de cinema. Em 2005, aos 26 anos, Tião conheceu o Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ciisc), orquestrado e monitorado pelo MDS. No Ciisc, o jovem catador aprendeu a importância da reciclagem e do trabalho da classe.

“Devo muito ao MDS. Assim que comecei a me informar sobre as ações do ministério com os catadores, soube que tinha ganhado um grande parceiro nessa luta. Logo tratei de me capacitar e meses depois já era um capacitador. Até hoje trabalho ensinando aos outros o que posso chamar com muito orgulho de ‘profissão’”, comemora.

Além de catador e personagem principal do documentário, Tião também conta com a ajuda do MDS em casa, ao receber mensalmente o Bolsa Família. “Minha mulher recebe todo mês um dinheirinho que ajuda bastante a gente. Posso dizer com muita alegria que o MDS faz parte de todos os aspectos da minha vida.” Tião enfatiza a importância da visibilidade do filme na vida dos trabalhadores de Gramacho. “Com essa mídia toda, podemos mostrar para o Brasil a necessidade de promover a inclusão social e a discussão das diversas políticas para a área”, argumenta.

“Desde os 9 anos de idade eu já frequentava o lixão de Gramacho. Meus pais e meus irmãos trabalhavam aqui e eu vinha trazer comida. Às vezes acabava ficando para ajudar e aos poucos fui me envolvendo”, conta. “Aos 15, já dependia do dinheiro do lixão para ajudar nas contas da casa. Hoje, aos 39, o lixão é minha vida”, explica.

Retrato fiel

Chefe da divisão da Secretaria Executiva do Ciisc no MDS, Francisco Nascimento celebra a indicação ao prêmio e acredita que Lixo extraordinário retratou de maneira fiel a situação dos catadores. “O mais importante é que, com essa produção, toda uma discussão sobre a classe dos catadores foi provocada no mundo inteiro. O que batalhamos há anos para conseguir o filme conseguiu em meses”, comemora.

“De maneira respeitosa e fiel, o Vik conseguiu extrair o cotidiano do universo da catação e retratá-lo em sentido estético, mostrando que o lixo também é arte, é vida”, afirma. “Com o regulamento da Política Nacional dos Resíduos Sólidos em agosto de 2010 e diversas iniciativas na esfera dos catadores, conseguimos coroar o trabalho executado pelo Governo Federal.”

Responsável pelo documentário, o artista plástico Vik Muniz se preocupa com a situação dos trabalhadores dos lixões. Segundo ele, a indicação ao Oscar surge em momento importante da história da classe, uma vez que a nomeação promove visibilidade às questões dos catadores.

Sobre o documentário

Gravado ao longo de três anos, Lixo extraordinário retrata o projeto social de Vik Muniz junto aos catadores do lixão de Gramacho (RJ). Com mais de dez prêmios em festivais nacionais e internacionais, o documentário é uma coprodução entre a Inglaterra e o Brasil, dirigida pela inglesa Lucy Walker e codirigida pelos brasileiros Karen Haley e João Jardim.

Sobre o Comitê

O Comitê Interministerial de Inclusão Social de Catadores de Materiais Recicláveis (Ciisc) foi criado por decreto de 11 de setembro de 2003 para tratar da inclusão social dos catadores de materiais recicláveis. O órgão acompanha, avalia e monitora semestralmente o processo de coleta seletiva solidária, por meio do qual os resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal, direta e indireta, são separados e destinados às associações e cooperativas de catadores.

A instância é coordenada pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e das Cidades e tem ainda os do Meio Ambiente, do Trabalho e Emprego, da Ciência e Tecnologia, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Fazenda, da Educação e da Saúde, além da Casa Civil, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Fonte: MDS

Itamaraty abre concurso para diplomata com cotas para negros


Cristiane Bonfanti


O Instituto Rio Branco lançou edital com 26 vagas para a carreira de diplomata, que exige curso superior em qualquer área de conhecimento. Com salário inicial de R$ 12.962,12, a seleção traz uma novidade polêmica: pela primeira vez, valerá a política de cotas para negros do Itamaraty. Candidatos que se declararem afrodescendentes terão reservadas, somente na primeira fase do concurso, 30 vagas -eles serão convocados além dos 300 aprovados nessa etapa.

Saiba mais...
Organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), o certame receberá inscrições entre 24 de janeiro e 22 de fevereiro. Os interessados poderão se cadastrar por meio da página na internet www.cespe.unb.br/concursos/diplomacia2011. Do total de oportunidades, duas ainda constituem a cota reservada aos portadores de deficiência.

A carreira de diplomata tem atraído cada vez mais jovens interessados em uma vida dinâmica, de viagens ao exterior e contato diário com culturas diferentes. Desta vez, porém, a concorrência será mais acirrada, pois o número de chances é bem inferior à média de 107 aprovados nos últimos 5 concursos realizados pelo Rio Branco. No ano passado, 8.869 pessoas se candidataram a 108 oportunidades, uma média de 82,12 candidatos por vaga.

Ingressar na carreira não é tarefa fácil. Os candidatos passam por quatro etapas de seleção. A primeira é a prova objetiva, com questões de português, história do Brasil, história mundial, geografia, política internacional, inglês, noções de economia e de direito, e direito internacional público. Na segunda fase, eles fazem uma avaliação escrita de português. Na terceira, voltam a responder a questões da primeira. O quarto estágio, por sua vez, inclui provas escritas de espanhol e francês. A primeira prova está marcada para 10 de abril.

Bolsa Prêmio

A portaria que garantiu a reserva aos afrodescendentes foi assinada em dezembro. Para o Itamaraty, a medida está ''em consonância'' com o previsto pelo Estatuto da Igualdade Racial, sancionado em julho do ano passado pelo então presidente Lula, depois de tramitar por 10 anos no Congresso Nacional. Até então, o programa de ação afirmativa no ministério limitava-se à chamada ''Bolsa Prêmio de Vocação para a Diplomacia'', lançada em março de 2002, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso.
De lá para cá, 309 benefícios de R$ 25 mil anuais foram concedidos a 198 bolsistas para o pagamento de cursos preparatórios ou a professores particulares, para compra de livros e material de estudo. Do total de contemplados pelo projeto, 16 foram aprovados no concurso.

Fumar causa danos genéticos minutos após inalação, diz estudo





Um estudo realizado por cientistas americanos concluiu que a fumaça do cigarro começa a provocar danos genéticos minutos - e não anos - após chegar aos pulmões. Os pesquisadores envolvidos no estudo de pequeno porte descreveram os resultados como um alerta para pessoas tentadas a começar a fumar.

A pesquisa é a primeira feita em humanos detalhando a forma como certas substâncias presentes no tabaco provocam danos ao DNA associados ao câncer e foi publicada na revista científica Chemical Research in Toxicology. A publicação, cujos artigos são aprovados por cientistas, é uma entre 38 revistas publicadas pela American Chemical Society.

Danos ao DNA

O cientista Stephen S. Hecht e sua equipe comentam no artigo que o câncer de pulmão mata três mil pessoas por dia, a grande maioria delas, em consequência do fumo. O fumo também está associado a pelo menos 18 outros tipos de câncer.

Há evidências de que substâncias nocivas presentes na fumaça do cigarro, chamadas hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (ou HPAs), seriam responsáveis pelo câncer de pulmão. Até hoje, no entanto, os cientistas não tinham informações sobre a forma específica como os HPAs presentes na fumaça do cigarro danificavam o DNA humano.

Como parte do estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer, os cientistas adicionaram um HPA específico, o fenantreno, a cigarros, e depois monitoraram o progresso da substância nos organismos de 12 voluntários que fumaram os cigarros.

Substâncias tóxicas


Os cientistas dizem ter verificado que o fenantreno rapidamente formou substâncias tóxicas no sangue dos voluntários, provocando mutações que podem causar câncer. Os fumantes desenvolveram níveis máximos da substância em um intervalo de tempo que surpreendeu os próprios pesquisadores: entre 15 e 30 minutos após os voluntários terminarem de fumar.

Os pesquisadores disseram que o efeito foi tão rápido que foi equivalente a injetar a substância diretamente na corrente sanguínea. "Este estudo é único", escreveu Hecht, um renomado especialista em substâncias causadoras do câncer encontradas na fumaça do cigarro e no tabaco sem fumaça.

"Ele é o primeiro a investigar o metabolismo humano de um HPA adquirido por meio de inalação de fumaça de cigarro, sem interferência de outras fontes de exposição como a poluição do ar ou a dieta. "Os resultados relatados aqui devem servir como um aviso aos que consideram começar a fumar."

Sobreviventes do tremor enfrentam aumento de casos de estupro no Haiti


Foto: Alessandra Corrêa/BBC Brasil

Sherlie Christoph foi vítima de violência sexual em Porto Príncipe

Em fevereiro do ano passado, um mês depois do terremoto que destruiu o Haiti e a deixou desabrigada, a adolescente Sherlie Christoph, 19 anos, tinha saído de sua barraca para comprar água quando começou a chover.

Ela correu de volta para a tenda, no acampamento de Champs de Mars, no centro de Porto Príncipe, onde morava sozinha desde o terremoto de 12 de janeiro de 2010.

A mãe de Sherlie morreu no tremor, soterrada na casa em que viviam. A garota sobreviveu, mas ficou sozinha.

“Logo depois que entrei na barraca, um homem veio atrás de mim, pedindo abrigo da chuva. Eu disse que não e menti que morava com outras pessoas que logo iriam chegar”, diz.

“Ele entrou mesmo assim, apontou uma arma para mim e me estuprou. Me bateu antes e depois. Sofri de hemorragia durante dois meses”, afirma.

Hoje, quase um ano depois, ela continua vivendo sozinha em uma barraca em Champs de Mars. Sem emprego, sem dinheiro e sem família, passou a trabalhar como prostituta depois do estupro.

Quando questionada sobre o que espera do futuro, ela começa a chorar.

“Quando penso no que aconteceu, em como tudo mudou desde o terremoto, fico imaginando que se minha mãe não tivesse morrido, eu não estaria nessa situação”, diz.

“Talvez se eu tivesse alguém que cuidasse de mim, o estuprador não teria me atacado, e hoje eu não estaria assim.”

“Aumento dramático”

A história de Sherlie Christoph é um exemplo do aumento da violência sexual no Haiti registrado após o terremoto.

Segundo um relatório da Anistia Internacional, o risco de estupro e outras formas de violência sexual aumentou “dramaticamente” desde o tremor, que destruiu os poucos mecanismos de proteção existentes no Haiti.

Não há dados precisos sobre o número de casos. Uma das organizações locais de apoio às vítimas, a Kofaviv (Comissão de Mulheres Vítimas para Vítimas), calcula que recebeu mais de 250 casos de estupro nos primeiros cinco meses após o terremoto.

“De julho até dezembro, registramos outros 178 casos”, disse à BBC Brasil a coordenadora da Kofaviv, Malya Villard-Apollon, 50 anos, ela própria vítima de estupro três vezes.

Acampamentos

Villard-Apollon, assim como muitas das voluntárias da Kofaviv, foi forçada a morar em um acampamento após o terremoto, e diz que as condições nesses locais facilitam a ocorrência dos crimes.

“As mulheres ficaram mais vulneráveis. Antes viviam em uma casa. Agora, é fácil rasgar a lona das barracas com uma faca ou canivete. Qualquer um pode entrar”, afirma.

Ela diz que cerca de metade dos casos de estupro registrados pela Kofaviv em 2010 foram contra crianças. “Muitas crianças ficam sozinhas nas barracas”, afirma.

Villard-Apollon já havia sido estuprada em 1992 e em 2004. Em maio do ano passado, foi estuprada novamente, por um homem armado dentro da barraca em que vive no acampamento de Champs de Mars, em frente a outras pessoas que moram com ela.

Segundo a Anistia Internacional, a falta de policiamento e de iluminação e a superlotação nos acampamentos são fatores que facilitam a ação dos criminosos, geralmente membros de gangues.

Cicatriz

A Anistia Internacional diz ainda que o terremoto destruiu tribunais e delegacias de polícia, além do Ministério de Direitos das Mulheres, tornando mais difícil para as vítimas denunciar a agressão.

A maioria das mulheres entrevistadas para o relatório não reportou o crime, e as poucas que o fizeram não tiveram seus casos levados adiante pela polícia.

“O estupro deixa uma cicatriz moral. Ainda tenho pesadelos. O trabalho na Kofaviv me ajuda a suportar”, diz Villard-Apollon.

A entidade, criada em 2004, é formada por vítimas de violência sexual que promovem ações de apoio a outras vítimas e oferece atendimento médico e psicológico.

"Acompanhamos as vítimas ao hospital e, se quiserem denunciar o agressor, à delegacia", diz a voluntária Helia Sajeunesse, 50 anos.

Ela foi estuprada dentro de casa, em 2004, junto com a filha mais velha, então com 17 anos. Ambas ficaram grávidas do estuprador, e hoje têm duas filhas da mesma idade, seis anos.

No início deste ano, após o terremoto, a neta de Helia também foi vítima de estupro.

"Quando acontece algo assim, você pensa em suicídio. Se não fosse pelo meu trabalho aqui, estaria morta", diz.

Promotora trava guerra judicial para obrigar prefeitura a tratar adolescentes viciados



A Promotoria da Infância e Juventude de Vitória salienta que a situação desses garotos é crítica e eles correm risco de morte devido a alta dependência


Letícia Cardoso - Gazeta Online

A Promotoria da Infância e Juventude de Vitória trava uma batalha na Justiça com a Prefeitura para conseguir o custeio do tratamento químico de sete adolescentes viciados em crack. Os meninos têm idade entre 14 e 17 anos e já não conseguem mais se livrar do vício sem ajuda médica. A prefeitura recorre a Justiça alegando que não é competência do município pagar pelo tratamento desses menores, mas apenas acompanhá-los.

Enquanto aguarda a 'guerra' travada nos tribunais, um dos meninos está em um abrigo da Capital, e os demais pelas ruas. A promotora da Infância e Juventude de Vitória, Jane Maria Vello Correira, contou que a situação desses garotos já chegou em um estado crítico. Segundo ela, eles correm risco de morte devido a alta dependência da droga.

"Nós já tentamos vários caminhos para ajudar esses meninos. Eles já foram para abrigos, já receberam tratamento ambulatorial, mas não houve resultado. O caso deles é grave. Por isso entramos com uma ação na Justiça para que eles sejam obrigados a se internarem e a prefeitura fazer o custeio desse tratamento", afirmou.



Segundo a promotora, a prefeitura chegou a recorrer ao Tribunal de Justiça da decisão de primeira instância, mas o recurso foi indeferido. Jane Maria Vello explicou que esses sete adolescentes já foram colocados inúmeras vezes em abrigos públicos. Mas, quando sofrem com a abstinência da droga, eles acabam fugindo e voltando para as ruas.

A Prefeitura de Vitória informou, por meio de nota, que recorreu da decisão por acreditar - baseada em parecer de profissionais das áreas de Saúde e Assistência Social do município que acompanham a situação dessas sete crianças - que a internação clínica, neste caso específico, não é o tratamento adequado.

Adolescentes podem perder os testículos se ignorarem dores no saco e náuseas

SONHOS DE UMA NOITE DE TORÇÃO



DIOGO BERCITO
Willian Silva de Lima, 21, acordou de madrugada com o pênis duro e com dores entre a perna direita e o saco.
Ereção durante o sono é comum. O sofrimento, não. Preocupado, o rapaz partiu para o Hospital das Clínicas.
No pronto-socorro, ele descobriu que o cordão que ligava seu testículo ao abdome tinha se torcido, devido a uma ereção. Em poucas horas, ele poderia ter de amputar a testículo direito.
Willian foi operado ainda durante aquela manhã. Ele conversou com o Folhateen no dia seguinte, antes de receber alta, e comemorava a salvação do testículo torcido.
"Eu não sabia que isso podia acontecer, fiquei muito ansioso", afirma Willian.
A desinformação é inimiga dos testículos, nesses casos.
"Às vezes, o jovem acorda os pais, sentindo dor, mas os adultos dão uma gota de analgésico para ele e pedem que durma", afirma José Cury, chefe do ambulatório de sexualidade do Hospital das Clínicas -cujo pronto-socorro recebe três adolescentes com torção, precisando de cirurgia, por semana.
O problema, que atinge 1 a cada 4.000 homens abaixo de 25 anos, é mais frequente entre adolescentes. Muitas vezes, a torção acompanha um sonho erótico.
"Já vi pacientes chegarem ao hospital após dois ou três dias da torção. Nesses casos, não há muito o que fazer além de retirar o testículo."
A bola ausente é substituída por uma prótese de silicone. Se ambos os testículos forem perdidos, o homem fica estéril e tem de tomar hormônios por toda a vida.
Cássio Andreoni, urologista do Hospital Israelita Albert Einstein, reforça a recomendação de que todo jovem procure ajuda caso sinta dor no saco. "É melhor abrir o escroto e descobrir que não é uma torção do que o garoto perder um testículo", afirma.

Editoria de arte/Folhapress


Editoria de arte/Folhapress
SONHOS DE UMA NOITE DE TORÇÃO

Editoria de arte/Folhapress
Sonhos de uma noite de torção
MOTIVO DA TORÇÃO
- Quando o cremaster se contrai em homens com a túnica vaginal frouxa, o cordão espermático pode ser torcido em até 720º
- Outra causa da torção do cordão espermático são os traumatismos, como pancadas na região do saco
CONSEQUÊNCIAS
- Com a torção, a irrigação de sangue fica comprometida, e o testículo incha
- Os sintomas da torção são: dor, náuseas e vômitos
- Conforme o tempo passa, o testículo sofre infarto hemorrágico; se passarem mais de seis horas, a bola pode se degenerar
CUIDADOS
- O doente tem de ser encaminhado o mais rápido possível para um pronto-socorro
- O médico diagnostica a partir dos sintomas, do ultrassom e do teste do reflexo cremastérico: ele belisca a face interna da coxa e, se o saco não for contraído, é um indício de que houve torção
TRATAMENTO
- A cirurgia é simples: anestesia, abertura do escroto, distorção e fixação do testículo para evitar novas peripécias. O outro testículo é fixado, também, por precaução. Em geral, o procedimento leva até 30 minutos
- Caso seja tarde demais para salvar o testículo torcido, uma prótese de silicone é colocada no lugar dele, para evitar que o paciente passe vergonha; há próteses pequenas, médias e grandes, dependendo do tamanho da bola perdida
SEQUELAS
- Quem retirar os dois testículos tem de tomar testosterona pelo resto da vida, para desenvolver as características sexuais secundárias; se o jovem ainda estiver em fase de desenvolvimento, haverá prejuízo do seu crescimento
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LEIA CELTON

LEIA CELTON - em primeira pessoa

Filipe Isensee

Eu gosto muito daquela frase típica dos aprendizados, que falam assim: “Para você se tornar um mestre em alguma coisa, você tem que mexer com essa mesma coisa durante dez mil horas”. Você já ouviu essa conversa? Dez mil horas para você ficar a vontade. Eu gosto muito desse tipo de conversa. Uma atitude que você toma, se for isolada, não é nada. Eu acredito nesse tipo de pensamento, de atitude, de ação. Ideias maravilhosas sem ação, não chegam a lugar nenhum.


Meu nome é Lacarmélio Alfêo de Araújo, mas as pessoas me conhecem como Celton. Quando alguém pede um autógrafo, a pessoa fala: não coloca Lacarmélio, não. Coloca Celton. Me lembro que com seis anos de idade eu lia quadrinhos e gostava de rabiscar e já falava: eu vou fazer quadrinhos. Eu nunca tive dúvida disso. Não cheguei a conhecer o meu pai, mas não tenho trauma disso não, viu? Sou um cara resolvido.


Nasci em Inhapim e passei a minha infância em Itabirinha de Matena. Quando tinha 13 anos, vim para Belo Horizonte tentar conseguir melhores oportunidades para batalhar a vida. Meu irmão, João, veio um ano antes. A minha família veio numa ambulância. A gente veio como doente, porque não tínhamos dinheiro. Foi um combinando da minha mãe com o prefeito. Quando chegamos aqui, fomos morar num barracão no Alto Vera Cruz e eu tinha que buscar água, todo dia, numa mina.

Uma ideia nas ruas


A primeira vez que publiquei a revista foi em 1981. Fui atrás de editoras no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas não consegui nenhuma oportunidade. Fiz minha mãe pedir um empréstimo e coloquei as revistas na banca. Deu tudo errado. Não vendeu nada. O empréstimo estava vencendo, aí eu fui vender a revista na rua para tentar pagar as contas. O Celton era influência dos quadrinhos que gostava, dos super-herois da Marvel.


Houve um período que parei de fazer a revista, entre 92 e 98, porque estava tendo muita encrenca financeira. Mas senti que não era possível viver sem publicar quadrinhos. Eu tinha que voltar a mexer com isso. Então, eu fiz um estudo com o que tinha dado de errado com a revista. Passei mais de dez anos escrevendo quadrinhos para mim. Não estava escrevendo para as pessoas. Eu queria ganhar as meninas, mas eu não tocava as músicas que as meninas gostavam, tocava as músicas que eu gostava. Era tudo em cima do meu eu.

Novo Celton


Comecei a revista do zero de novo. Tirei os nomes em inglês, que antes era em inglês, né? O Celton passou a morar em BH. Era ajudante de cientistas, passou a ser mecânico, o que não deixava de ser curioso... Mas passei a colocar ele mais eu, mais você. O lance de vender no trânsito, já de cara, foi muito bom. A revista foi emplacando... O bicho, é difícil explicar isso. Eu estou tentando explicar para você, mas se você não tiver comigo na rua, você não vai entender nada do que eu estou falando. Eu fui aprendendo. Eu mudo em função do engarrafamento. Eu vou de moto, desmonto a placa, coloco num canudo de PVC, e vou atrás de onde tem engarrafamento.


Eu evito encrenca, bicho. Eu acho ambição uma palavra muito esquisita. Dentro do que eu acho que é ambição, eu não tenho ambição. Meu objetivo é cuidar da segurança do meu filho, Pedro, e a arma que eu tenho para isso é minha revista. Eu quero conquistar agora o mercado das bancas de revista. Eu acho que existe espaço para isso hoje. Se eu não tentar ocupar esse espaço, eu sou muito bobo. Celton é a revista em quadrinhos mais lida de Minas Gerais. Isso eu não tenho dúvida. Qual revista você conhece nessas condições? Então, eu tô no caminho certo. Vender... Existe uma mágica que felizmente eu tenho e que eu não sei explicar. Tentei explicar para você. Eu vou falar uma verdade, se eu não tivesse a mulher que eu tenho, a Cássia, eu não conseguiria muitas coisas, viu?


Deixa eu te explicar. Eu sou assim: eu corto de cabelo com o mesmo cara. Outro dia eu tava no barbeiro - outro dia eu falo “agora”, tá? Eu tava no barbeiro lá e a gente tava conversando sobre esses lances de vir do interior. Quando eu vim – isso ele contando - eu trouxe todas as minhas coisas no bornal e tudo que eu tinha cabia nesse bornal. Hoje, as coisas que eu tenho não cabem no meu bornal. Eu achei bacana, sabe?

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Cientistas chilenos desenvolvem vacina contra alcoolismo


AFP - Agence France-Presse


SANTIAGO - Cientistas chilenos trabalham no desenvolvimento da primeira vacina contra o alcoolismo, baseada em uma mutação genética presente em 20% da população asiática que, de forma natural, sofre consequências tão severas ao consumir álcool que isto inibe seu vício, explicou o médico coordenador do projeto.

Estas populações não têm um gene que produz a enzina "aldeído desidrogenase", que metaboliza o álcool no organismo. Sem essa enzina, ao beber "ocorre uma reação tão forte que as pessoas não tomam o álcool", explicou o médico da Universidade do Chile, Juan Asenjo, chefe dos pesquisadores, à rádio Cooperativa.

A vacina, portanto, aumentaria os enjoos, a sensação de náusea e a vasodilatação nos viciados. "Com a vacina, a vontade de beber será muito pequena devido às reações que terá", disse o médico.

O princípio já foi testado com sucesso em ratos alcoólatras, nos quais o consumo do álcool diminuiu em 50%. "A ideia é que nos seres humanos o consumo de álcool diminua entre 90 e 95%", acrescentou.

A vacina consiste em induzir a mutação nas células do fígado através de um vírus que transmite esta informação genética.

Atua sob o mesmo princípio sobre o qual são elaborados os parches e remédios utilizados para controlar o vício em álcool, mas sua eficácia seria maior porque, diferentemente das fórmulas anteriores, não depende da vontade imediata do paciente e tem menos efeitos colaterais.

"A vacina é específica para as células do fígado. Os emplastros (parches) afetam todas as células e têm muitos efeitos colaterais", explicou Asenjo.

Após demonstrar seu princípio ativo, os cientistas trabalham agora para cultivar as células necessárias para produzir o vírus em reatores e em grandes quantidades. Depois vem a fase de otimizar a produção, purificar o vírus e a aprovação por parte de diferentes comitês de ética e institutos de saúde pública.

"Durante este ano será feita a produção em grande escala e depois serão realizados testes pré-químicos em animais para determinar a dose. Posteriormente, em 2012, serão realizados testes químicos na fase 1 em humanos", explicou Asanjo.

Se os resultados em humanos forem bem-sucedidos, bastaria que o paciente tomasse a vacima uma vez por mês para começar a sentir os sintomas por um período prolongado, o que desestimularia o vício.

O alcoolismo é o principal fator de risco de doenças entre os chilenos e gera acidentes de trânsito, cirrose e depressões, que são as principais causas de morte no Chile, segundo um estudo oficial divulgado em setembro de 2008.

Leite materno: além de nutrir o bêbê protege a mamãe

Por:
Monise Viana Abranches

Que o leite materno é importante para a saúde do bebê, principalmente quando oferecido de forma exclusiva até os seis meses de vida nós já sabemos, mas este recado é destinado especialmente às mamães...

Estudo publicado na Revista Nutrición Hospitalaria revelou que o aleitamento por um período superior a seis meses pode contribuir para a redução do risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Assim, nós mulheres temos motivos de sobra para optarmos pela amamentação!!! Confira alguns benefícios do aleitamento materno!

1. O leite materno é fonte de todos os nutrientes que a criança necessita até o seis meses de vida;

2. É gratuito;

3. Está na temperatura adequada para ser oferecido ao bebê;

4. Aumenta o vínculo mãe-filho;

5. Contém as primeira defesas que o bebê necessita, os chamados anticorpos;

6. Ajuda a perder os "quilinhos" adquiridos durante a gravidez;

7. Protege contra o câncer de mama.

Eu não poderia deixar de desejar um Feliz Ano Novo a todos!

Atenção: dividir comprimidos pode alterar a dose do remédio


Muitas vezes não se tem duas partes iguais, o que pode ser prejudicial à saúde

Medicação

Alerta: dividir comprimidos para fracionar a medicação pode resultar em intoxicação ou ingestão de dosagem errada (BananaStock/Thinkstock)

"Esses remédios são geralmente divididos em tamanhos desiguais e uma quantidade substancial se perde durante a divisão"

Charlotte Verrue, pesquisadora

Dividir comprimidos ao meio pensando em ingerir apenas metade do remédio pode trazer sérias consequências à saúde do paciente, pois os riscos de dosagem errada são grandes. Segundo pesquisa publicada no periódico Journal of Advanced Nursing da Universidade de Ghent, na Bélgica, há uma margem muito pequena entre a dosagem terapêutica e a tóxica.

Durante testes clínicos, os pesquisadores descobriram que 31% dos comprimidos que foram divididos tinham uma dosagem diferente da esperada. Isso significa que partir um comprimido de 150mg em duas partes não é o mesmo que ter em mãos dois pedaços com 75mg. Até mesmo as pílulas cortadas por aparelhos específicos apresentam grande margem de erro - em 13% dos casos, a dosagem era diferente.

“Os comprimidos costumam ser divididos por uma série de fatores, como para aumentar a flexibilidade da dose, facilitar a ingestão e economizar na compra da medicação. No entanto, esses remédios são geralmente divididos em tamanhos desiguais e uma quantidade substancial se perde durante a divisão”, alerta Charlotte Verrue, coordenadora do estudo.

Dose certa - Para Charlotte, a pesquisa serve de alerta à saúde pública. A pesquisadora afirma que o melhor caminho para se evitar a prática é aumentar a variedade de dosagens à venda nas farmácias. “Há também a possibilidade de venda de formulações líquidas, que fariam da divisão de comprimidos algo desnecessário”, sugere.

Escolas públicas de BH terão regras para combater bullying


Capital mineira é a segunda do país em número de casos, de acordo com IBGE



CAROLINA COUTINHO

FOTO: MAÍRA VIEIRA - 24.9.2010
Mudanças. Regimento interno nas escolas foi feito há 20 anos; abordagem ao bullying será contemplada nas novas regras que deverão entrar em vigor no ano que vem
MAÍRA VIEIRA - 24.9.2010
Mudanças. Regimento interno nas escolas foi feito há 20 anos; abordagem ao bullying será contemplada nas novas regras que deverão entrar em vigor no ano que vem
Belo Horizonte ocupa o segundo lugar no ranking das capitais brasileiras que mais registram casos de bullying nas escolas, conforme apontou uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante disso, a Prefeitura de Belo Horizonte resolveu combater o problema na rede municipal de ensino com a elaboração de um novo regimento escolar que tratará de medidas para combater o bullying.

A intenção é que o documento funcione como uma espécie de manual para orientar e determinar como os educadores, pais e alunos devem agir diante de uma situação desse tipo. Segundo o gerente de projetos especiais da Secretaria Municipal de Educação, Ismayr Sérgio Cláudio, o atual regimento escolar da rede pública foi feito há 20 anos e está desatualizado e, por isso, a necessidade de um novo, em que a identificação e abordagem ao bullying sejam padronizadas. A previsão é que o novo regimento entre em vigor a partir de 2012.

"O atual regimento não atende mais às demandas das escolas hoje, que são mais dinâmicas. Além disso, com o passar dos anos, os problemas de convivência aumentaram, o que nos motivou a priorizar o tema bullying. Começamos a elaborar o regimento no início de 2010 e o finalizaremos no fim deste ano. Enquanto isso, questões já determinadas no documento poderão ser implantadas nas escolas".

A proposta será de capacitar melhor os professores, diretores e coordenadores, assim como guardas municipais que atuam nas escolas, para lidar com o bullying. O atendimento de qualquer caso do tipo será ainda acompanhado por colegiados ligados diretamente a assistentes sociais e ao Juizado da Infância e Juventude. "No novo regimento, vamos fortalecer e dar mais poder aos conselhos e colegiados, que vão mediar os conflitos, monitorar a convivência escolar e as brigas que possam advir dessa convivência. A intenção é, tão logo os sinais de bullying apareçam, que eles sejam tratados e solucionados por esses colegiados", afirmou.

Já para a rede estadual de ensino, não está prevista nenhuma manifestação nesse sentido. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (SEE), o bullying é tratado como um tema pontual nas instituições, onde "cada professor lida com o caso da maneira que achar mais adequada".

Ranking. Uma pesquisa do IBGE, divulgada em junho de 2010, mostrou que Brasília é a capital nacional do bullying. Ao todo, 35,6% dos estudantes entrevistados disseram ter sido vítimas desse tipo de assédio. Belo Horizonte está em segundo lugar, com 35,3%, e Curitiba, em terceiro lugar, com 35,2 %.

Hip-Hop é a Cultura Juvenil de massa mais Politizada do Brasil


Mano Oxi *

Ouvi esse comentário na 23 ° Reunião do Conselho Nacional de Juventude que ocorreu entre os dias 14 e 15 de Dezembro em Brasília.

Me senti lisonjeado por fazer parte desta cultura há mais de quinze anos. Nesse período todo tenho de admitir que o Hip Hop vem alcançando cada vez mais espaço de visibilidade e principalmente espaço de decisão.

Atualmente no Brasil, temos mais de três vereadores eleitos pelas candidaturas do hip-hop e mais de trinta nomes que concorreram resultando em ótimas votações, além de inúmeros jovens do movimento que ocupam cargos de confiança como: assessores parlamentares, secretários de cultura, coordenadorias de Políticas Raciais, entres outros.

O Governo Federal, representado pelo Excelentíssimo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano de 2010 reconheceu o Movimento Hip-Hop oficialmente, criando o Prêmio Nacional da Cultura Hip-Hop que ficou conhecido como “Prêmio Preto Ghóez” (Ghóez foi um importante ativista do Hip Hop brasileiro). Este prêmio tem como objetivo principal reconhecer o Hip Hop como cultura popular da juventude historicamente excluída em nosso País.

O Hip Hop vem se organizando também no terceiro setor; são inúmeras as organizações de hip-hop que já possuem o seu CNPJ e muitas já participam de licitações, disputando verba pública para financiarem suas ações culturais nas comunidades desassistidas pelo Poder Público em âmbito Municipal, Estadual e Federal.

Há mais de dez anos, o hip-hop criou os seus próprios veículos de comunicação, seja nos canais públicos ou independentes, Jornais expressos ou pela grande teia digital conhecida mundialmente como Internet. São muitos os sites, blogs e rede sociais para informar o público sobre os acontecimentos que envolvem nossa cultura.

Aqui no Rio Grande do Sul, os últimos dois anos foram muito significativos para a valorização e reconhecimento do Hip Hop nas esferas institucionais. Por exemplo, tivemos uma boa articulação para criar a Lei Municipal e Estadual do Hip Hop (10.378 Municipal e 13.043 Estadual), instituindo nossa cultura dentro do calendário da Cidade de Porto Alegre e do Estado do Rio Grande do Sul.

Em seguida, realizamos o 1º Encontro Estadual de Hip Hop que ocorreu no mês de Maio de 2009, reunindo mais de mil jovens do movimento, vindos das diferentes partes do Rio Grande do Sul no Teatro Dante Barone, na Assembléia Legislativa do Estado.

Realizamos o 1º Seminário Regional de hip-hop também em parceira com a ALERGS, onde tiramos alguns encaminhamentos dos quais irão nortear o movimento nos os próximos anos. Atualmente tramita na ALERGS o PL.124 que instituirá, quando for aprovada, uma Política Estadual do Hip Hop garantindo ações conjuntamente com o Governo do Estado.

Não posso deixar de citar o 3° Congresso de Hip-Hop que ocorreu na cidade de Santos, São Paulo, no mês de Janeiro de 2010, reunindo mais de cinco mil jovens de todos os cantos do Brasil para fazer um momento de reflexão sobre os avanços do movimento em nosso País.

Por fim, durante o mês de Outubro de 2010, foi criado o Fórum Estadual de Diálogo Permanente do Hip-Hop, instância máxima do Hip-Hop Gaúcho perante as esferas Institucionais do Estado.

Por tudo isso, acredito também que o hip-hop é a cultura juvenil de massa mais politizada do Brasil. Pode acreditá, é o Hip-Hop contribuindo para as transformações de nossa sociedade. Assim que é, um forte abraço a todos e todas.


* Rapper do grupo DNA MC's, Vice-Presidente Nacional e Presidente Estadual da Nação Hip-Hop Brasil-RS. Editor do Jornal Salve! Suplente de Vereador na Câmera de Porto Alegre.

Índios do Grupo de Rap Brô MC’s é Destaque em Dourados – MS

Após participação em Oficina do Ponto de Cultura Todas as Idades, localizado em Dourados – MS, Índios da etnia Guarani Kaiowá formam Grupo de Rap pra mandar suas ideias.


Brô MC's
O CD do grupo musical da etnia Guarani Kaiowá, de Dourados (MS), foi gravado depois que os jovens, membros do grupo, participaram de uma oficina de Rap realizada em 2009, na aldeia Jaguapirú Bororó, onde vivem.
A oficina é um projeto do Ponto de Cultura Todas as Idades, realizado pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura (IDAC), que promove nas aldeias os pontos de Literatura, de Tecelagem Indígena e de Hip-Hop.
A gravação do CD Demo do grupo, cantado na língua falada pela etnia, é um projeto experimental e visa dar voz aos anseios e luta dos povos indígenas. Por meio do Rap, os jovens buscam retratar a realidade vivida pelas comunidades indígenas e divulgar sua cultura. O Coletivo Hip Hop da MTV divulga o Disco em seu Blog, confira!
Link Blog: Coletivo Hip Hop MTV

Fonte: cultura.gov.br

B.Boy Brasileiro Neguin é o Melhor do Mundo


Em Batalha contra o B.Boy Holandes Just do It, Neguin sagrou-se campeão do Red Bull BC One 2010, no utimo fim de semana no Japão.

B.Boy

B.Boy Neguin

O melhor B.Boy do mundo é brasileiro. O paranaense Neguin foi o vencedor da batalha internacional de b-boys , realizada neste final de semana em Tóquio. O brasileiro conquistou quatro dos cinco votos dos juízes e bateu o holandês Just do It. A final aconteceu no estádio Yoyogi, originalmente utilizado para a Olimpíada de 1964, e foi acompanhada por cerca de três mil pessoas. A batalha internacional de b-boys é realizada desde 2004, sempre em uma cidade diferente. Em 2006, ela ocorreu em São Paulo.
Atualmente vivendo entre Nova York e Londres, Neguin iniciou sua carreira em Cascavel, sua cidade natal, aos 14 anos de idade. A carreira seguiu para Itajaí, em Santa Catarina, cidade em que morava quando participou pela primeira vez do Red Bull BC One - 2009 em Nova York.
Veja vídeo da batalha no Japão.

Fonte: Ig.com

Marca criada para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tem 'irmã próxima' nos Estados Unidos


Entidade filantrópica norte-americana tem logotipo com conceito e cores próximos do desenho do brasileiro Fred Gelli para a competição de 2016

Leo Pinheiro, do Rio de Janeiro
Espetáculo no lançamento: a logomarca dos jogos foi apresentada no réveillon de Copacabana

Espetáculo no lançamento: a logomarca dos jogos foi apresentada no réveillon de Copacabana (Divulgação)

Chamar de imitação é exagero, mas não dá para negar que a marca dos Jogos Olímpicos de 2016 tem, no mínimo, um parentesco próximo com a da Telluride Foudantion, entidade filantrópica norte-americana. Criador da marca daqui, o designer brasileiro Fred Gelli já negou qualquer imitação ou mesmo inspiração no símbolo da organização de caridade para conceber o logotipo que, espera-se, renderá milhões de dólares com concessões de uso para a competição no Rio de Janeiro, ao longo dos próximos seis anos.

Reprodução

Semelhança inegável: braços dados e cores aproximam os dois logotipos

A grande diferença entre as duas marcas é que a do brasileiro tem três pessoas de braços dados. A da Telluride, quatro. A partir daí começam muitas semelhanças. A posição das cores, distribuídas no desenho, é muito próxima. E até as tonalidades escolhidas parecem ser as mesmas. Um dos diferenciais – explicou o artista brasileiro, no lançamento do logotipo, na noite do dia 31 – é que a marca da Olimpíada brasileira é tridimensional, para dar a sensação de que se pode entrar no desenho.

Buscar inspiração – ou referências – quando o assunto é design não é algo proibido. Pelo contrário. É comum, em criações gráficas e ensaios de moda, por exemplo, recorrer a ideias bem-sucedidas do passado para causar alguma identificação, suscitar sentimentos no público ou até fazer menção explícita. Como citou a presidente Dilma Rousseff no dia da posse, em Brasília, “um governo se alicerça no acúmulo de conquistas da história; é mudança e continuidade”. Pelo jeito, no design a coisa não é muito diferente.