Sim aos festivais

Palmas para Paulo José, que se recusa a fazer filmes comerciais e valoriza obras de autor. Discorda do produtor Luiz Carlos Barreto, que reclama do fato de terem sido gastos mais de R$ 70 milhões este ano em festivais de cinema (o sindicato dos produtores calcula que sejam 40). O ator acha esses eventos fundamentais, “por envolverem estados, prefeituras e fazerem com que cidades inteiras falem a palavra cinema”. Afinal, não seriam os festivais os principais canais de exibição de curtas e longas, principalmente os de fora do circuito comercial? No “combate à proliferação de festivais”, o sindicato ameaça criar lista dos que teriam “selo de qualidade" (Brasília, Gramado, Rio, Paulínia, Recife e Fortaleza). Barretão “denuncia” que há “alguns até em cidades ribeirinhas do Amazonas” e diz: “Temos de acabar com essa farra. Não podemos apoiar qualquer biboca por aí”. A pergunta que não quer calar: quem mora em biboca não tem direito a ver cinema?

Penedo

O Festival de Penedo, que já figurou entre os mais importantes, quer resgatar sua força. A nona edição do evento alagoano vai até domingo e é realizada graças à parceria da Capita Produções com a prefeitura. Este ano, o evento tem mineiro no júri: o diretor Pablo Lobato, que acaba de voltar de Porto Alegre, onde foi jurado do Cineesquemanovo.

Amores urgentes
O blog Amores urgentes (amoresurgentes.blospot.com), parceria da psicanalista Inês Lemos e da jornalista Eliane Dantas, é espaço (sério) de debate e reflexão sobre educação. Vale a pena navegar por lá. Interessante o texto sobre a solidão de adolescentes, que cita o (genial) Paranoid park, de Gus Van Sant.

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